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APRENDIZADO DA BATERIA SEM AUXILIO DE UM PROFESSOR

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rbragacp Ver Drop Down
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Cadastrado em: 29/04/19
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    Postado: 29/04/19 as 13:53

Olá bateras / músicos / instrumentistas, meu nome é Ronaldo Braga, tenho 25 anos e estudo bateria há 4 anos.

Nesse depoimento (vou chamar assim, tentando resumir o máx de coisas possiveis), gostaria de relatar um pouco sobre minha história de vida na música, como tudo começou e a experiência com o instrumento, até finalmente chegar ao assunto principal deste texto, que é o ''APRENDIZADO DA BATERIA SEM AUXILIO DE UM PROFESSOR'', onde notei que tinha sérios problemas relacionado a falta de um PROFISSIONAL para me instruir da forma certa.



Desde criança sempre fui apaixonado por música, principalmente pela bateria e já demostrava certo interesse no instrumento apesar de muito novo, não sabia ao certo como funcionava aquela ''coisa'' toda. Achava lindo o conjunto da obra, o som, as melodias, etc..

Meus pais iam a igreja aos finais de semana, e eu nunca ficava perto deles, sempre ficava sentado perto dos músicos vendo eles tocando (mais exclusivamente do baterista). Foi ali que eu tive o primeiro ''contato'' com o instrumento, aos 5/6 anos de idade.

Vendo todo aquele interesse que tinha na música, ganhei um violão quando tinha mais ou menos essa idade, como não tinha muito ''jeito'' para o instrumento acabei decepando o violão com as mãos (como se fossse um instrumento de percussão) e ali jás meu primeiro violão. O mesmo aconteceu com um pandeiro, que até ''desembolava'' alguma coisa nas rarissimas rodas de viola que aconteciam nas festas de casa, mas logo depois o pobre pandeiro foi completamente destruido com talheres e pauladas. Ali vi que meu negocio era mesmo a bateria, e não havia outra coisa que não queria aprender se não fosse aquilo.

Lembro que um dia, meu pai me perguntou se eu queria fazer aulas de bateria com um professor que morava perto da minha casa, um Jazzista muito conhecido na cidade, que infelizmente não tive o prazer de conhecer, (anos depois fui descobrir que se tratava do pai do meu atual professor de batera, que infelizmente é falecido).

Naquele tempo, sabia que era muito caro se obter uma bateria (pra ressaltar nunca tinha tocado numa de verdade, pra valer!!) e apesar de muito muleque tinha uma certa noção que não era uma coisa muito barata de se obter para um menino da minha idade, além do fato de ter certo receio de me frustar com aquilo. Enfim.. a vontade ficou um pouco de ''lado'' naquela hora.

Como gostava muito de futebol, o sonho do meu velho sempre foi que eu me tornasse um jogador, depositando todas as esperanças que esse sonho se tornasse realidade. Praticava futebol numa escolinha da cidade, mas o pensamento da música nunca saia da minha cabeça. Depois dos treinos, eu logo pegava as tralheres de casa, botava alguns CD'S de rock pra tocar e tentava acompanhar as músicas tocando no sofá de casa.

Nas férias, iamos para casa da minha avó no interior de Minas, e lá acontecia a mágia de criança/adolescente. Como qualquer outro batera, montei minha primeira bateria caseira: os pratos eram de pá de lixo, e os tambores de lata de tinta, e o surdo de tambor de óleo. Não havia pedal de bumbo, o proprio bumbo, e muito menos chimbal. Eu e meu primo faziamos uma especie de apresentação músical pra família e depois ficavamos por horas se divertindo tocando as músicas que gostavamos de ouvir, e foi REALMENTE ali que comecei a sentir que era aquilo que eu queria.

Anos se passaram e chegou a fase dos 15 (aquela que você começa a se revoltar com algumas coisas e pensar seriamente oque quer realmente fazer) ou pelo menos achava que sabia.

Resolvi largar mão de vez do futebol e vivi uma adolescencia como de qualquer outro garoto.

Anos depois já aos 18, arrumei meu primeiro emprego, e vi a oportunidade de ter/aprender a tão sonhada batera.

Como o instrumento era muito caro, e na época não tinha muitas condições pra comprar, opnei por aprender a tocar cajon de começo. O custo beneficio era menor, o instrumento ''simulava'' uma bateria, além de ser mais fácil de aprender. Foi meu segundo instrumento de percussão. Praticava todos os dias, acompanhava músicas, estudava tecnicas, procurava aprender cada vez mais.. Depois de um tempo, vi que estava ''preparado'' pra tacar a cara no cenário musical da cidade e me apresentar ao vivo.

Um amigo, Saxofonista a muitos anos, me encorajou a me apresentar num festival de música da cidade, com excelentissimos músicos, com carreira formada e décadas de vivência no ramo. Oque agradeço todos eles até hoje pela oportunidade, pois mal tinha começado e já estava tocando com caras muito fodas, e com uma boa multidão a minha frente. Me sintia com MUITA pressão e vergonha de me apresentar. O final, foi melhor que eu imaginava.. Pessoas que nunca vi na vida vinham em minha direção pra me parabenizar, perguntando um monte de coisas (falando assim, parece que eram MILHARES de pessoas, no caso foram só três/quatro, rs). Foi um alivio tremendo, e uma sensação de dever cumprido.

Depois disso, um músico com qual me apresentei nesse dia, me chamou para se apresentar junto com ele nos barzinhos. Foi o cara que me passou muitas dicas, que me monstrou parte da realidade na vida de um músico, e que principalmente me encorajou de vez a aprender bateria.

Como ainda não tinha condições de comprar uma, continuei tocando cajon na noite e fui me aperfeiçoando cada vez mais.. Juntando um dinheiro ali, outro acola.

Chegou um certo momento que sentia que estava complemamente apto ao intrumento, em questão de dominio e conforto. Já estava preparado para o novo desafio: vou comprar uma batera e aprender a tocar. Estava muito animado, meu sonho estava prestes a se tornar realidade.

Hoje vejo que no começo a gente age muito no estusiasmo, e como já estava ganhando uns trocados tocando, resolvi sair do meu emprego e decidi comprar a tão sonhada batera com o acerto. No dia seguinte já estava na loja acertando os detalhes da compra. Detalhe: eu mal sabia regurar uma baqueta, ou achava que sabia. (apesar de já tocar cajon com vassourinhas, a pegada é completamente diferente em função da forma como você toca o instrumento).

Comprei a sonhada bateria.

Cheguei em casa e já fui direto pros fundos montar minha Turbo Action cor vinho, com peles de leite e pratos de latão. Simples, soava como as latas de tinta da casa da minha avó, mas pra mim era como se tivesse tocando numa DW Collectors, uma Vintage Premier, Pearl Export, com pratos Zildjians..

Não me contive ao montar a batera no quartinho nos fundos de casa, veio um filme de tudo que relatei aqui na cabeça. Voltei a ser o menino que ficava sentado do lado do batera na igreja, mas agora eu era o baterista. Chorei igual um bebê. AGORA TENHO UMA BATERIA!! YEAH!

Agora era só praticar e aprender, sabia que seria díficil, mas se praticasse todos os dias, poderia ter os mesmos resultados do Cajon.

ALI ESTAVA MEU ERRO.

Devido ao contato excessivo com o cajon, minha coluna já não era mais a mesma. Apesar de saber que é extremamente importante a postura no instrumento, via que em certos momentos estava um pouco encurvado e que isso poderia me atrapalhar.

E pra quem já estudou bateria com professor, sabe a importancia que é, você precisa ter uma postura correta em tocar. Além da posição dos tambores, e posicionamento dos pés. Fora a ''pegada'' (pinça e mola) na baqueta, que desses, acho que é com oque mais luto nos dias de hoje. Talvez o mais importante de todos eles.

Na época eu achava que poderia aprender a tocar sem auxilio de um professor, foi meio que: ''vou aprender sozinho, buscar o máximo de informação e estudar os rudimentos''. Achava que era só isso era o necessário.

Dois anos depois de praticar excessivamente, recebi o convite de tocar numa banda, e pra minha sorte (mais uma vez) com músicos que já tinham uma boa bagagem no ramo musical.

Tratei aquilo como a oportunidade da minha vida.

Esse projeto, o guitarrista então professor, me levou a conhecer o professor de bateria mais influente da cidade (a maioria dos bateras ''bem estruturados'' podemos dizer, tiveram aulas com ele). E o melhor, como sempre demostrei total interesse em APRENDIZADO, ele me deu uma bolsa para que pudesse estudar na melhor escola de música da cidade, DE GRAÇA!

Aceitei de imediato.

Na minha primeira aula, vi ali a realidade caíndo sobre minha cabeça. A minha pegada na baqueta estava tensionada (não tanto, mas havia certo tensão nos dedos em segurar a baqueta). O posicionamento do pé direito no chimbal (sou canhoto) estava errado, fazendo esforço desnecessário ao tocar com as pontas dos pes sempre levantadas. O mesmo acontecia com o pé esquerdo.

Vi que ali aprender a tocar bateria, vai além de simplesmente ''tocar''. Há um jeito CORRETO de tocar, desde o posicionamento até o jeito como você arruma as peças, transporte, conforto etc.. e como aprendi tudo sozinho, sem que um professor me instruisse para caso esteja fazendo algo errado, acostumei com esse jeito. Da forma errada!

Hoje luto constantemente com a postura, e principalmente com a pegada e pinça da minha mão esquerda. Sinto dores ao tocar ritmos mais rápidos, e vejo que preciso de um fisioterapeuta para ajudar a amenizar essas dores. A tendinite já começou a dar sinais de que algo não esta certo, e que é preciso se REEDUCAR tocando, mudar minha forma de tocar. Tudo praticamente do 0.

Então, essa é a minha dica que dou a todos que estão pensando em aprender a tocar bateria, ou qualquer outro instrumento.



PROCURE UM BOM PROFESSOR!!!

CERTIFIQUE QUE ESTÁ APRENDENDO DA FORMA CERTA, APRENDENDO E PROGREDINDO

O PROFESSOR É O MELHOR CAMINHO PARA O APRENDIZADO E ENSINA O ALUNO A DESENVILHAR-SE SOZINHO!

     O BATERISTA DEVE ESTAR SEMPRE EM BOAS CONDIÇÕES, CORPORAL E MENTAL.

Um abraço a todos!

E perdoem pelos erros de ortografia e pontuação.

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