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Bateria para Jazz

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Marcos Abreu Ver Drop Down
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    Postado: 21/12/17 as 14:30
Vamos lá!
Apesar de estar no tópico sobre afinação, minha dúvida vai além.
Estou investindo no Jazz, tanto no estudo, quanto no equipamento. Acho bacana aquela configuração clássica com tom de 13 e surdo de 16. Também curto uma afinação alta e ressonante e sobre isso já não tenho tantas dúvidas.
O que está pegando é a configuração, os cascos, espessuras dos mesmos, madeiras, bordas, etc.. Do que preciso nesses quesitos para chegar em um som clássico?
Gosto da idéia de ter uma Pinguim, principalmente pelo estilo e sua história. Qual modelo me atenderia? Em que eu deveria mexer? Somente peles e afinação daria o resultado?
Por enquanto, não penso em medidas reduzidas, mas não descarto.

Enfim... me ajudem nessa aí. Valeu

Editado por Marcos Abreu - 21/12/17 as 14:31
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alja Ver Drop Down
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Velho
Tem a bancada, a farinha, a água, o ovo, o fio de azeite...
Vc não vai chegar na consistência certa mesmo tendo tudo medido.
O lance é mão na massa.

Estuda, se informa, pergunta mesmo. Mas é vc que com o tempo e estudo irá formar uma opinião própria sobre qual equipo funciona melhor pra sua música.
E não tem jeito, uma opinião própria é moldada por erros e acertos. Leva tempo e investimento.

Mergulha e vai. Pula com calma pq pode ser uma poça d'água, e vai devagar pq pode ser um oceano. Mas não tenha medo de pular e se molhar.

Outro lance, 13 e 16 parece kit jazzy meio antigo. Hoje os kits pra jazz usam mais 12 e surdo 14. Os mais modernos usam até 10 e 14. Vc não disse nada de bumbo, mas pegaria um de 20 pra ficar versátil.

Boa sorte com os tambores bacana!

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Henrique.Spera Ver Drop Down
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Não existe receita de bolo. Mas, ok, a receita de bolo que você procura se chama Ludwig Legacy Maple, todo o kit com pele porosa, obviamente. E se for para gravação, você pode emular a sonoridade das décadas de 1940 e 50 facilmente com os recursos digitais de hoje em dia.
Boa sorte.
Henrique / SP
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Marcos Abreu Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Marcos Abreu Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 22/12/17 as 20:49
Valeu, pessoal. Realmente, pareceu que eu estava buscando a receita de bolo. Mas a idéia era encurtar o caminho. A questão das bordas, por exemplo, é muito comum ter ângulos de 45 graus para sons "mais modernos". Já nos sons mais "antigos" (do jazz clássico mesmo) era comum bordas arredondadas. Como eu estou querendo tocar o jazz mais pro lado do Swing, Bebop, etc., pensei que isso pudesse fazer diferença.
Não pensei em algo mais moderno, por enquanto, por já ter um kit fusion (10 e 14). Assim, usaria esse kit para uma coisa mais específica mesmo.
Já essa Ludwig é fora de realidade para mim.
De qualquer forma, foi bom ler esses toques.

Editado por Marcos Abreu - 22/12/17 as 21:33
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Manoel22 Ver Drop Down
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até quanto está pensando em investir?
pergunto isso pq dependendo eu tenho o kit certo pra te vender [:D]

esculto. toco e estudo muito sobre jazz. os antigos. as big bands era necessário muito volume. por isso normalmente você vê muitas medidas grandes (normalmente bumbo 26 ou maior tom 13 e surdo 16)
normalmente eram kits de bateria que ficavam vários meses montada no mesmo lugar. e são complicadas de se afinar.
os kits mais populares de jazz são bumbo 20 tom 12 e surdo 14 pela facilidade de carregar nos táxis da época e por também tocar em lugares menores e menos músicos no palco
pode ver. os caras pioneiros como Max roach. mel Lewis elvin jones e art blakey usavam essas configurações(quase sempre uma gretsch round badge [LOL] )
então eu te digo se quiser uma batera pra jazz. essa é a melhor opção que se pode comprar agora depende do seu bolso pra comprar uma hehe

eu não quero fazer propaganda mas já fazendo. eu tenho um kit desses(inclusive a venda [:D] ) e te digo por experiência própria não tem pra bater. ainda mais que vai usar afinações mais agudas que é o ponto forte dela. as pinguins são excelentes kits. são muito boas de som mas pecam um pouco quando se afina desse jeito.

desculpa pelo tamanho do texto. mas queria te passar um pouco da experiencia de quem ja pesquisou um bocado sobre kits jazz e afinacoes hehe
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Marcos Abreu Ver Drop Down
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Manoel, é verdade. Eu não havia me tocado nesse contexto histórico da redução dos kits.
Eu não tenho muito para investir. Na verdade, nem seria para agora. É mais uma questão de planejamento mesmo.
Mas por curiosidade, qual kit está vendendo e quanto está cobrando?
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Manoel22 Ver Drop Down
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É na verdade tudo depende do tipo de som que vai tocar. eu me baseio muito no art blakey e no mel Lewis
eu tenho uma gretsch round badge fim dos a os 50. em blue glitter spearkle. que foi um kit assim que eu pesquisei uns 2 anos pra comprar tocar. e escutar o som desse kit é a mesma coisa que ouvir os solos da época haha

cara eu estou com dor no coração. até tô pensando em desistir de vender. mas estou indo viajar pra longe então você sabe me
eu tô pedindo 7 e 500 por ela. (valor absolutamente abaixo do que vale um kit desses hehe)
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Marcos Abreu Ver Drop Down
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Vi seu anúncio no ML. Linda demais. Mas não poderei investir tanto assim. Por isso mesmo que fiz esse post, buscando uma alternativa mexendo em características dos tambores.
Por mim, você não deveria vender. Se tiver onde deixar guardada, é melhor hehe
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Honestamente, é bem difícil falar em um som de Jazz em bateria. Para alguns seria esse som do Papa Jo Jones onde os tambores são bem graves e grandes. Para os mais contemporâneos, seria aquele agudinho bem no estilo Roy Haynes.

Tecnicamente, é possível tirar um som "jazz" de uma bateria absolutamente atual. A primeira opção, é se espelhar nas Gretschs Catalina Club jazz. As bordas delas são feitas em 30 graus.



Porém, é possível tirar um som de jazz de uma Pearl Export atual também, embora sempre fique aquele fundo de "é meio moderninho":



Mas se tem algo que é de cair o ** da bunda, é essa Sonor em acrílico, afinada de forma bem aguda:



O fato é que o som das baterias antigas era de baterias cujas ferragens eram bem medianas para os padrões atuais. O padrão de construção era bem menos elaborado e cuja madeira ainda respirava a mato. Para se conseguir um som autêntico daquela época, bem da verdade, teria-se de retroceder todos os processos de construção de cascos aos padrões daquela época, para além da disponibilidade de madeiras que atualmente possuem extração limitada, como o Mogno Africano. O próprio envelhecimento da bateria altera o som para o qual você objetiva, embora obviamente isso já esteja num nível um pouco obsessivo de som.

Nesse sentido, se conseguisse aplicar algo assim e como bônus utilizar peles de cabra, talvez aí você conseguiria o autêntico som do Jazz pré-50 LOL (Existe a linha Calfskin da Remo, caso ache que pode ajudar no som que procuras).
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Marcos Abreu Ver Drop Down
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Esse tópico está fazendo um mito cair!
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DcaidoDrum Ver Drop Down
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Originalmente postado por Marcos Abreu Marcos Abreu escreveu:

Esse tópico está fazendo um mito cair!

É que muitos bateristas antigos, falando em idade de 50 a 80 anos e no contexto gringo, costumam bater na tecla de que as baterias hoje estão infinitamente melhores que de suas épocas. Levando em consideração que em tais épocas a bateria mais merreca na gringa eram Pearls vintages ou uma Ludwig Clubdate que ainda utilizava madeira boa (três camadas de Mogno africano/poplar/mogno), até uma simples Export, Mapex Mars ou Odery Fluence os impressionam hoje, mesmo que o mogno africano da bateria mais barata daquela época fosse infinitamente superior a qualquer basswood de hoje.

O que é que atrai esses bateristas antigos para baterias de hoje? Construção. A construção das baterias evoluiu astronomicamente. O que diferenciava as baterias de cada faixa de preço não eram as madeiras. Era a construção. Uma Ludwig Standard utilizava a mesma madeira da Super Classic ou Jazzette. Mas a construção era feita de maneira tão ruim quanto a construção da Pearl em seus kits genéricos (Na época, a Pearl era uma marca de nada, de segunda linha).

Note neste vídeo o som de uma MIJ stencil (Nome dado às Pearls de baixo custo, com cascos made in Japan e vendidos para diversas companhias da época como baterias de iniciantes):




Editado por DcaidoDrum - 24/12/17 as 12:06
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Acho que há um contexto que não foi levado em consideração.
Não foi somente construção que mudou.
Disponibilidade e acesso mudou muito. E não somente do instrumento como tb de todo o estudo do instrumento.

Antes, se quisesse aprender algo de bateria ou simplesmente tirar uma música, era uma missão quase impossível.
Quem dava aulas de bateria? Poucos. E a informação era precária para todos.
Se quisesse tirar uma música, vc tinha que descobrir quem tinha o disco, ir na casa do cara, convencer a ir na casa de outro que tinha o toca discos com cassette deck, ficava ouvindo o disco inteiro pra copiar, aí se tudo desse certo (falhas aconteciam), vc voltava pra casa e ficava escutando a fita até tentar descobrir o que o cara fez na música.
Vc não tinha absolutamente nada além do que vc ouvia. Era se vira, e o povo se virava.

Hoje vc nem precisa ir a uma loja para ter um instrumento decente. Vc compra pela internet.
Vc compra parcelado algo acessível. Algo que o povo das antigas não conseguia comprar porque simplesmente não existia. O custo era muito maior, uma bateria não era algo acessível como hoje.

E a disponibilidade de informação é surreal se vc comparar.
Hoje o cara lança a música e em minutos, até segundos, vc já tem o disco inteiro.
Se vc não souber tocar a música, há pessoas dissecando cada nota e ensinando como fazer no YouTube.
Aulas de todo tipo, de graça, pra quem quiser assistir.
Vários aplicativos de celular que ensinam música.

Não acho que o pessoal das antigas se impressiona com essas bateras não. Export, Mars, Fluence...são boas baterias, como disseram, com certeza de melhor construção que alguns modelos que eram disponíveis antigamente. Isso pela quantidade de dinheiro que teria que dispor em troca da bateria. Era muito, e as que tinham disponíveis por aqui eram sim precárias.
Muita coisa mudou, principalmente em ferragens. Os ton holders são mais confiáveis, assim como pés de bumbo e surdo. Toda ferragem da bateria melhorou.

Acho que o que mais impressiona o povo das antigas é essa disponibilidade de informação, esse fácil acesso a tudo, e mesmo assim vc vê pessoas com muitas dúvidas do que fazer.
Há tanta disponibilidade de tudo que as pessoas se perdem. Ou se perdem escolhendo a ferramenta ou não focam na informação que interessa.

Tem muita gente boa surgindo, superando gerações anteriores. Tenho certeza que essas pessoas talentosas que vem surgindo não pensam tanto na teoria da coisa assim. Simplesmente põe a mão na massa. Foi essa minha mensagem.

Gente, vamos tocar! Teoria é pra ajudar, não pra complicar.

Pega uma bateria e toca. Quem tira o som é o baterista. Claro que não estou sendo leviano de falar que qualquer coisa vai tirar o som que vc quer, não! Claro que não!
Mas a principal peça da bateria tá sentada no banco, é o que faz o som acontecer.

O mais importante dessa viagem é a saída. É jazz que vc quer tocar? Pega a bateria e toca. Nem pensa, só vai!

Tudo bem, nem sempre é fácil....ando numa preguiça...Rsrs

Bom, me desculpem se não soube me expressar mas é essa a idéia.
Apenas um ponto de vista que pode mudar a qualquer instante.

Noise!
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Marcos Abreu Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Marcos Abreu Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 26/12/17 as 21:29
Eu te compreendi desde sua primeira resposta, Alja. E concordo com você. Estou colocando a mão na massa e está sendo bem legal.
O que me motivou fazer esse tópico foi apenas a busca por uma informação técnica que não encontrei facilmente.
Para se chegar num bom som de bateria para tocar Jazz (swing, bop, etc... uma abordagem mais clássica), eu preciso apenas de peles e afinação? Ou há outros fatores a serem considerados, como bordas, espessura e diâmetro de cascos, etc.
Botar a mão na massa testando esses parâmetros em uma bateria é economicamente inviável para mim. Não dá para ficar testando isso até achar o som que desejo. Não posso mandar para um luthier mexer nas bordas toda vez que eu não encontrar o som.
Quando digo que busco um som clássico, não me refiro àqueles sons daquelas baterias antigas. Mas sei que minha Adah Talent com peles monifilme porosas não me deram esse som. E eu sei afinar a bateria, logo não foi por não ter chegado às frequências desejadas. Será que eu teria que mexer em algo nos meus tambores? Será que o Cedro Rosa não é adequado para os harmônicos desse tipo de som? Enfim... a mão na massa eu estou colocando, mas gostaria de conhecer outras questões para chegar onde eu preciso chegar.
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Manoel22 Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Manoel22 Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 26/12/17 as 23:21
dentro das opções eu tentaria dar uma olhada nas premier antigas. tem algumas no mercado livre. acho uma opção bem melhor que uma gretsch catalina dessas novas.
na minha opinião os kits vintages. independente da marca são muito superiores aos atuais. discordando do amigo aí de cima. acho que os kits atuais estão cada vez mais parecidos e perdendo cada vez mais as suas identidades sonoras.
as marcas antigamente tinham que ter um produto com o som muito bom pois era muito difícil uma banda tocar em algum lugar com algum mic dedicado para bateria. então o instrumento teria de soar muito bem. hoje em dia é muito simples de mudar um som seja ao vivo ou em estúdio.

outra questão. acho também que as ferragens antigamente eram muito melhores que as de hoje. principalmente aros e cromo além disso cada marca desenvolvia e fabricava seus próprios componentes. e desenvolvia suas tecnologias. eu acho que eram muito mais funcionais e práticas do que as de hoje. além disso hoje é basicamente uma empresa terceira que produz pra várias marcas.

Tudo isso eu digo baseado na minha experiencia. com vários kits (tanto novos quanto vintages)
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Manoel22 Ver Drop Down
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amigo a sua adah provavelmente tem os cascos meio grossos certo?
Se for ela soa muito bem no grave mas vai ficar horrível se tentar afinar pra agudo. vai matar de vez. mas se procuras som agudo o kit com melhor custo benefício é uma dessas do link
as melhores ainda são as anos 60. de vez enquanto aparece umas a venda no ML
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-943070485-bateria-ludwig-vintage-premier-1975-100african-mahogany-_JM
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alja Ver Drop Down
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Legal vc ter essa atitude bacana. Com certeza vai colher resultados.
E me desculpa ter soado repetitivo Marcos, vi que vc captou a mensagem mas foi redundância minha mesmo. Foi mal.

Às vezes fico me preocupando demais com equipamento e sei que isso pode atrapalhar.
Estava tentando te poupar desse dilema que mais me atrasa que adianta.

Valeu pelo alto astral independente das insanidades que escrevo por aqui!

Agora tentando entender mais o que realmente expôs aqui, e buscando uma solução prática, rápida e relativamente mais barata, acho que a saída é um jogo de peles mesmo como sugeriram antes.

Um jogo de peles porosas Ambassador ou Emperor que são mais fáceis de achar e vc já tá na trilha certa.

O DcaidoDrum sugeriu a Calfskin. Concordo com ele em muita coisa e acredito que o conhecimento dessa sonoridade jazzy de bateria dele seja melhor que o meu. Se achar uma Calfskin vai na dele e pega. Vou ficar de olho numa dessas peles tb, apesar de eu ser do roooock.

Aqui é um eterno aprendizado e estamos todos neste mesmo barco.

Por favor, perdoe este ser repetitivo mas de boa intenção.
Valeu mais uma vez Marcos.

Abração!

PS: Concordo mais uma vez DcaidoDrum, aros e o cromo eram melhores no geral. Mas dizer que uma bateria do passado é melhor do que se produz hoje soa um pouco como saudosismo.

Hoje tem ferragens muito melhor que as do passado, não se iluda. De estantes de prato, estantes de caixa, máquina de chimbal, extensores, há um mundo de ferragens melhores.
Se bater uma saudade de suas ferragens antigas, há as novas flat base fabricadas pela Gibraltar, Pearl, Tama e as novas lightweight da DW. Muito mais tecnologia envolvida.

E tb não disse que os kits vintage são ruins. O que disse é que as baterias mais acessíveis que tinham por aqui eram precárias perto do que tem disponível hoje.
Ou vc acha que uma Gope, uma Caramuru era melhor que uma Fluence ou até mesmo da InRock de hoje?
Era o que tínhamos, e o que podíamos comprar.

Esse assunto vai longe e não acho que exista uma razão nisso. Existe preferências e gostos diferentes.
Minha opinião, pode mudar...rsrs
Digo isso tb baseado na minha experiência, acho que tenho alguma.

Mas pra falar a verdade me recuso a pensar que o antigo era melhor sobre qualquer coisa. Faço um exercício constante e vitalício de não pensar assim. Acho esse saudosismo uma muleta para não se atualizar, de não absorver idéias novas, de manter a mente jovem.
Acredito nas novas gerações e tenho certeza que sempre terá gente boa produzindo melhor que antes.

Mas isso não impede de curtir um tambor antigo tb. Sem problema algum.
Tem uma caixa Gretsch aqui há quase 30 anos comigo. É simples e perfeita, amo ela. Assim como amo tb uma Tama Starphonic toda cheia dos modernismos, é tanta tecnologia na caixa que dá pra se perder. Mas depois que acha não tem pra ela.

Gostei dos vídeos dos kits jazzy. Gostaria de ouvir mais.
Agora estou curioso por amostra do som da sua bateria DcaidoDrum. To imaginando aquele kit jazzy, afinado agudo, nada a ver com minha praia. Mas acho legal.

Bateria é legal demais, mesmo as que não tem nada a ver com vc.

Sinceramente acho que não vale a pena gastar tanta energia pra sentenciar que um kit seja melhor que o outro. Se é melhor um kit vintage ou um kit moderno.
Cada um escolhe o que fizer mais sua cabeça, o que compõe o seu som.
Tem espaço para todos os gostos, a gente só tem que ter orgulho das nossas e respeitar as escolhas dos outros.
Acho que em tudo nessa vida.

Abração bacanas!



Editado por alja - 27/12/17 as 04:49
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Posso ter me expressado mal. Digamos que, tecnicamente, as baterias antigas dos EUA refletiam a era de ouro dos carrões Muscle-Cars anos 50-60. Os cascos das baterias eram como os motores desses carros, e por isso todas as baterias, da iniciante à profissional, utilizavam Mogno Africano que hoje é raríssimo, assim como esses motores eram gigantes e potentes pra caramba. Além disso, o conceito de bateria iniciante da época era muito diferente do atual. Digamos que, com o preço de uma bateria iniciante da época você comprava um Mustang, enquanto o de uma top era o preço de um Corvette.

Por aqui, como essa realidade nunca existiu, obviamente só nos restava ou um kit muito merreca, como a maior parte das GOPE e a lendária Caramuru, ou kits com preços proibitivos, como as Pinguins em araucária, enquanto alguns mais ricos conseguiam importar de forma ilícita enquanto a ditadura proibia qualquer importação do tipo. Não existia o conceito de bateria intermediária-iniciante que temos hoje, o que é também uma característica que ocorria no exterior, embora de forma bem mais "primeiro mundo" como citei acima.

O conceito atual de bateria intermediária-iniciante, tanto aqui como lá fora, só começou nos anos 80, com a explosão das baterias feitas por marcas japonesas, quando a Pearl parou de produzir cascos para outras companhias e passou a produzir suas próprias baterias. Ela já produzia antes, só que restrita a modelos tops. Nos anos 80, surgiria justamente o conceito de bateria intermediária que não existia anteriormente, através das Tama Swingstar, Yamahas e é claro, as Exports.

Por causa da extração desvairada, o Mogno Africano deixou de ser viável. Assim como a crise do petróleo matou os bólidos e permitiu que a Honda e a Corolla ascendessem como marcas mundiais, a extração em velocidade acima da reposição matou essas baterias vintages e permitiu que a Pearl se tornasse a gigante que conhecemos. A procura por alternativas também se pesou na ascensão do Pop dos anos 80, que marcou a época em que todas as marcas tentavam inovações de todo tipo.

Acredito que o som que estejas procurando, seja esse aqui:



Baterias mais tops costumam ter uma "largura de afinação" muito mais tolerante que baterias iniciantes (Falando em dias de hoje, 2017). Talvez o som que procuras, necessariamente passe inevitavelmente por comprar um kit top, por mais que você queira evitar isso.




Editado por DcaidoDrum - 27/12/17 as 10:25
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márcio_OsGA Ver Drop Down
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Olha tenho canoas pinguim aqui anos 70, e a qualidade é incomparável com qualquer batera mediana q temos hoje. Feito em zamack, não enferruja! Cromado durou mais de 30 anos.
Qualquer batera hoje fora as ultra ops não dura 5 anos. Enferruja tudo.
Fora o casco, quero ver um casco de uma chinesa aí durar mais de 30 anos kkkk.
Agora sobre o tópico. Não tem outra opção barata que não seja uma pinguim anos 70.
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Gente, vamos deixar o preconceito de lado e se atualizar.

Tem bateria boa vindo da China e faz tempo. Estamos parecendo o mercado americano em relação às baterias japonesas dos anos 70.
Só que os 80 já chegaram e trouxeram mudanças. A Pearl tá na China faz tempo e conseguiu não só se manter no mercado, como ser um dos maiores e melhores fabricantes de bateria do mundo.
Tem Masterworks chinesas por 8 mil dólares no mercado americano. E é um instrumento sem uma vírgula de defeito, produto de primeiríssima linha tanto quanto uma DW collectors, mesmo que essa tenha sido feita a mão pelo John Good.

Uma Mapex Orion é chinesa, e existe há mais de 20 anos. Tem uma aqui, olhando pra mim, com casco e cromo em excelente estado. Já se produz coisa boa na China e não é de hoje.
Uma Yamaha Hybrid Maple é chinesa e muita gente acredita que tem mais som que as últimas Absolute japonesas.
Pesquisei muito sobre estas bateras pq queria uma japonesa mas tudo que li, e principalmente ouvi, me levaram a conclusão que as chinesas eram mais legais.
As novas Tama (fora a Star) são chinesas tb e não ouvi nenhum relato confiável se queixando em queda de qualidade ou piora do som, muito pelo contrário.

Tive uma Pinguin nos anos 80, e acho engraçado quando o povo idolatra tanto a marca.
Era ok, legal, o melhor que tínhamos disponível, uma cópia descarada da .ludwig, mas dizer que era melhor do que o que tem disponível hoje acho meio ridículo.
Se vc procura aquela sonoridade beleza. Mas dizer que era uma bateria boa só demonstra que não viveu aquela época e, principalmente, não estava na estrada tocando. Pra tocar em casa ok, mas vai confiar numa Pinguim na estrada.
Aquele sistema de ton dava raiva, os pés de surdo idem. Ton 13 e 13, tá me tirando?!
Vc acha que todos os parafusos de afinação fluíam da mesma maneira? Nunca...era impossível tentar usar aqueles afinadores de torque e tensão como o Tama tension watch, Evans torque key, Drumdial...um parafuso ia bem outro não.
Acho legal valorizar o que tínhamos até por gratidão mas achar que estávamos melhores é surreal.
Tipo a volta dos militares...só quem não viveu mesmo.

Nem em sonho uma Pinguim tem o som de bumbo de uma Mapex Orion chinesa.
Tem outro som. E é aí que eu deixo de ter razão.

Não existe razão.

Gostos são gostos. Cada um tem o seu.

Mas sinceramente acho que a melhor ajuda aqui foi a do Márcio mesmo. Um kit Pinguin antigo talvez tenha o som que vc procura. Nisso concordo plenamente com ele.

Chega desse assunto pra mim...falastrei mais do que deveria e sei que vou me arrepender....vou afinar...e depois tocar....rsrs

Abração bacanas!

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DcaidoDrum Ver Drop Down
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Novamente, acho que me expressei mal. Quando comparei as baterias daquela época com Muscle Cars, não fiz um juízo de valor. Foram produtos de seus tempos. Até porque qualquer 1.6 hoje acelera mais e alcança maior velocidade final que um Chevrolet Bel Air mesmo quando acabava de sair da concessionária portando um motor de 5 litros pra cima. O mesmo ocorre com as baterias, no sentido das tecnologias e resultados.

Na verdade fiz todo esse panorama histórico justamente pra demonstrar que evoluímos completamente. O que possibilitou a Pearl se tornar o que ela se tornou é que, nos anos 80, ela investiu em fábricas em Taiwan, também conhecida como Taipei Chinesa, ou República da China, quando era apenas um país subdesenvolvido. Quando Taiwan tornou-se um país desenvolvido, a Pearl teve de mudar suas linhas de produção mais massificadas para a China continental, para manter o baixo custo.

Alja citou o principal problema das baterias antes da massificação da Pearl: Durabilidade. As baterias eram infinitamente mais frágeis e possuíam uma confiabilidade dúbia. Quando a Pearl chegou com ferragens absurdamente robustas, isso mudou completamente o paradigma de baterias. Tornaram-se instrumentos muito mais democráticos e capazes de aguentar condições mais adversas - Perfeitas para serem exportadas para qualquer lugar do mundo. Daí o nome de "Export", porque era a bateria feita unicamente para exportação, em contraste ao que os japoneses chamavam de "Domestic Market". E isso não é uma piada, essa é a origem do nome Export, uma bateria tipo exportação.

Falando em som, som mesmo, como não tivemos esse mercado de cascos MIJ, cabe a você investir na Pinguim mesmo, porque ela seguia o método de construção da Ludwig das antigas, o que a torna mais próxima desse som, por um preço menos proibitivo. Ou, se fosse você, tentava juntar o quanto pudesse e fazia uma Odery Custom, consultando o máximo que pudesse para conseguir um tambor nas especificações antigas (Cascos finos, anel de reforço, canoas vintage, etc...). Ou num Luthier.
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Fernando.Soares Ver Drop Down
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Eu faria uma custom com tambores 22/16/13 com pouca profundidade. Cascos finos de 5,5mm com aneis de reforço, pra ser um tambor bem vivo na ressonância. Com bordas de 30° no chanfro externo pra ressaltar o ataque das notas numa virada mais rapida ou preenchida.

Madeira Maple ou Araucaria por conta dos harmônicos mais agudos e cristalinos.

Numa configuração dessas da pra tirar um som foda pra jazz.

Abraço!!



Editado por Fernando.Soares - 27/12/17 as 15:47
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Marcos Abreu Ver Drop Down
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Bingo,Fernando! Você me explicou o pq de alguns parâmetros. Saquei a idéia.
Alja, jogamos no mesmo time (ou tocamos na mesma gig). Concordo com praticamente tudo o que falou. Você sempre contribui muito nesse forum e aqui não foi diferente. Não o abandone. Quando você diz "que não vale a pena gastar tanta energia pra sentenciar que um kit seja melhor que o outro", eu te dou toda razão. E não quero um kit da marca e modelo x ou y.
O que gostaria de saber é o que fazer para conseguir o som que quero. É sobre isso aqui que você falou que está a razão do tópico "Claro que não estou sendo leviano de falar que qualquer coisa vai tirar o som que vc quer, não! Claro que não!" Por exemplo, não soa legal usar um ride Zildjian Z Custom para tocar Caravan ou Take Five.
DcaidoDrum, sobre o Jo Jones, eu só não quero a careca... mas não seriam necessariamente aqueles graves que eu busco.
Sobre a Pinguim sugerida, eu sei que as de 60 e 70 tem cascos mais finos e com anéis de reforço, tendo as bordas mais arredondadas. Já as de 80 pra frente vieram diferentes. E é esse o ponto! Em que cada parâmetro desse influencia no som? Por que da borda arredondada? Qual a espessura do casco é mais adequada?
Ou seja, não é a marca/modelo que busco, mas as características ideais para se chegar em um som legal.
Já pensei na Odery e em um luthier. O que preciso é saber especificar. Fiz isso com os pratos (Domene). Mas antes eu aprendi sobre as ligas, a anatomia, a curvatura, o tamanho da cúpula, o tipo de acabamento, usinagem, martelamento... Assim, pude pedir exatamente o que queria e no final tive 1000000% de satisfação (com o produto e comigo mesmo por ter aprendido o assunto).
Quero fazer o mesmo com a bateria. Óbvio que se uma Pinguim Gota com peles e afinação adequados for mais em conta que fazer uma Odery, Tozzi, IL Custom, etc., eu pego a Gota. Apesar de ter curtido a idéia do 12 e 14.
Só preciso entender as especificações técnicas para chegar em um som legal.
Outro exemplo é comparar os power tons de 12, 13, 16 com os tons rasos de 10, 12 para tocar rock in roll... aqueeeeeleee rock in roll.

Editado por Marcos Abreu - 27/12/17 as 15:55
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Fernando.Soares Ver Drop Down
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Borda arredondada tem mais contato com a pele. Valoriza o ataque das notas e deixa o tambor mais "controlado".

Cascos finos tem mais ressonancia. Ajuda a preencher em notas mais espassadas.

Ressonância também tem a ver com a profundidade do tambor. Por isso recomendo tambores mais "curtos" caso tu faça questão do casco fino. Tambores profundos e de casco fino dão maior trabalho pra afinar. Mas da pra tirar um baita som tambem

Aneis de reforço servem apenas para garantir durabilidade ao casco.

Ta foda digitar no telefone. Vou tentar contribuir mais usando o PC em casa.

Abraço!!


Editado por Fernando.Soares - 27/12/17 as 16:08
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márcio_OsGA Ver Drop Down
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Comparar com as tops atuais aí não pô. Tô falando das medianas pra baixo.
Todas as que eu pego na mão estão enferrujando. Até a Catalina. Os aros começam a enferrujar em poucos anos.
Falando da pinguim os pés são ruins, os tom Holder a e tal.sao cópias da Ludwig, e quem tem fala q as peças são melhores q as da Lud.
Mas é por isso que MT gente pega essa batera e troca esses itens.
Manda refazer as bordas e pronto vc tem um instrumento animal.
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alja Ver Drop Down
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Voltei....Rsrs

Aqui tem os indicados como melhores bateristas de Jazz 2017 pela MusicRadar, um importante portal inglês sobre música e tecnologia.

Provavelmente uma visão mais moderna da coisa, não sei se é o que busca mas informação não ocupa espaço na cabeça.

Se liga

Os 9 melhores bateristas de Jazz no mundo hoje.

Noise bacanas!

Edit: Depois que vi tudo, achei esta lista meio mais do mesmo. Nem os vídeos estão tão legais assim.
Foi mal....hehe

Editado por alja - 31/12/17 as 02:15
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Marcos Abreu Ver Drop Down
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Apesar de ser mais do mesmo, convenhamos que é uma lista interessante...
E o que é o Jeff Tain Watts???
Inclusive, o som da bateria dele já é um indicativo do que procuro...
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alja Ver Drop Down
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Galera

Faz tempo que gostaria de fazer um tópico "erratas", pra falar sobre tudo que mudei de opinião, pra me desculpar pelo que errei, enfim, refletir sobre as besteiras que disse por aqui.

E acho que não fui legal com a Pinguim.
Muita gente bacana tem ou teve uma que foi importante na formação e carreira.
Deve ter bateristas pelo Brasil que ainda conservam sua amada Pinguim em impecável estado, muito bem cuidadas, afinadas e com certeza com um belo som.

Depois de 30 anos tocando, percebo que o que realmente importa é o estado de espírito, o constante contato com o instrumento, o estudo em dia, a história que se tem para contar. A bateria é o meio, e quem faz a música é o músico.

Esses dias vi um vídeo de um garoto tocando com o pai na rua.
Parecia ser em algum país da África, um ambiente humilde, o pai com um violão precário e o filho batendo em latas e panelas...mas que som maravilhoso, suingue, alegria, musicalidade transbordando.

Então galera, me desculpe se ofendi a amada bateria de alguém, nunca foi essa a intenção.

Senti que precisava falar isso. Pensei no cara que acha que tem uma bateria simples e que ficou desmotivado a tocar.

Lembrei que ficava tocando nas pastas da escola com a agulha de crochê da minha mãe. Era legal demais.
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Bela aula de humildade, Alja! Não que acho que você tenha sido tão crítico, acho que sempre vc pondera bem suas opiniões baseadas na vasta experiência que tem....
Parando de puxar o saco (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) eu acho a pinguim um instrumento FODA! Já tive uma e tinha um somzaço! Bem "gordo" e com bastante projeção! Só vendi pra desocupar espaço e pq só toco batera eletrônica hoje em dia e não tenho mais banda pra fazer shows. Só um lado negativo que eu achava é que ela era muito pesada! Cascos bem robustos mesmo.... pra carregar era foda rsrsrsr

Quanto a seu relato em "não importar tanto o instrumento" eu concordo plenamente, já tive bateras de todos os níveis e valores (de 500 reais à 25k) e hoje em dia eu tenho guardada (justamente pq só toco batera eletrônica) uma bateria de luthier feita em samaúma (mesma madeira das pinguim) mas com cascos mais finos e leves. Essa batera custou 1.500 reais e pra mim não perde em nada em som pras bateras que custam mais de 10k. Nem logo a batera tem, mas o som que consigo nela me agrada demais > e isso é o que importa :) Mais importante é se divertir e tocar, marcas e rótulos são besteira...

Vlw mestre, grande abraço!
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Marcos Abreu Ver Drop Down
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Alja, estamos juntos. Como eu falei anteriormente, neste mesmo tópico, você contribui demais nesse fórum.
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Daniel Ortiz Ver Drop Down
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Pô, podem me dar o prêmio "Pá de Ouro", mas fazia tempos que não entrava no fórum e não consegui me conter vendo esse tópico, que é interessantíssimo.

Pois, então. Como muitos falaram, pra ter um som de época, tem que levar em consideração todos os aspectos pertinentes à época de todas essas gravações, dos bateras que tu curte. Isso vai te dar um caminho pra buscar o teu som e o instrumento que vai te ajudar a gerar esse som. Dentre tantas possibilidades, provavelmente o que mais vai chegar perto do que tu quer é um Gretsch Round Badge, Camco, Rogers, etc. Com peles simples porosas em ambos os lados. E por aí vai.

Sobre a construção e ferragens, não tem nem o que discutir. A evolução em termos de qualidade de construção e eficiência deu um salto gigantesco nos últimos anos. Mas, novamente, temos que levar em consideração diversos aspectos de época, que no caso, agora é a nossa.

Até um certo período, que eu não sei quanto tempo durou, as baterias, acredito eu, eram feitas pra ter muita ressonância e serem bastante sensíveis e melodiosas, cheias de harmônicos. Um som mais "puro" da madeira, mais natural. Eu acredito que um grande divisor de águas na sonoridade das baterias foi a mítica Recording Custom, que chegou entregando aquele puta som de bateria, prontinho, naturalmente equalizado, gordo e com ressonância controlado. Isso fez a alegria dos engenheiros e técnicos de som, produtores e estúdios. Antes dela, o negócio era na base da fita crepe e paciência pra atingir um bom som de bateria.

Acho que após esse fato em específico o conceito sonoro das baterias da nossa época mudou, na busca desse som mais pronto e focado e que é o padrão da indústria hoje. 95% dos fabricantes até um tempo atrás só tinha esse padrão de som. Os outros 5% eram marcas muito específicas e meio que lendárias como como Geo Way, Craviotto, Canopus que por serem de nicho, se dão ao luxo de buscarem outros sons.

E como as coisas vão mudando, a maioria das grandes empresas hoje já exploram esse nicho de sonoridade vintage com construção moderna. Muito disso porque muitos bateras antigos do jazz, além de muitos outros novos que surgiram, buscam exatamente essa sonoridade antiga. E a razão disso não é por ser melhor ou não. E, sim, porque esse tipo de sonoridade possibilita a eles extraírem e explorarem o máximo de sonoridades possíveis do tambor. Um desses caras é o Mark Guiliana, o Blade explora totalmente as nuances do kit. 

A gente é muito acostumado a tocar o instrumento de uma só maneira, sempre no meio da pele, com praticamente a mesma dinâmica sempre. Fruto desse modernismo. Aí o cara uma hora se dá conta que não é só isso. Principalmente quando uma bateria te possibilita afinar mais alto e não "entope". Aí o cara descobre o som das bordas, o rimshot no tom e no surdo, aquela sutilidade e maciez de uma nota baixa que só uma afinação alta e um certo tipo de tambor vai te dar. É outra viagem e é o maior barato. 

Pra mim esse é o X de muitos grandes bateras ainda buscarem kits antigos. São as possibilidades, as sutilezas, aquele lance melodioso que só um kit de época ou construído como um de época, como as novas Broadkasters, vai te dar. 

É isso. Me perdoem pelo textão e por escrever tanto e tão desordenado. Mas eu piro nesse lance. Pra mim é emocionante. 

Grande abraço
Humildade é a palavra que nos faz ir mais longe!
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Bolacha Ver Drop Down
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Originalmente postado por Daniel Ortiz Daniel Ortiz escreveu:


A gente é muito acostumado a tocar o instrumento de uma só maneira, sempre no meio da pele, com praticamente a mesma dinâmica sempre. Fruto desse modernismo. Aí o cara uma hora se dá conta que não é só isso. Principalmente quando uma bateria te possibilita afinar mais alto e não "entope". Aí o cara descobre o som das bordas, o rimshot no tom e no surdo, aquela sutilidade e maciez de uma nota baixa que só uma afinação alta e um certo tipo de tambor vai te dar. É outra viagem e é o maior barato.



Continue postando, por favor.

Me identifiquei muito nessa parte do seu texto.

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