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Caixa-clara - Técnica, som

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    Postado: 02/12/13 as 00:24
Olá! Quando comecei a estudar, os forums como o do site batera.com me ajudaram muito e agora eu gostaria de retribuir da mesma forma! Fiz uma pesquisa extensa na universidade em relação à caixa-clara e agora estou realizando o mestrado no exterior e me especializando nesse instrumento. Creio que podemos abordar coisas interessantes sobre técnica e sonoridade, que são os mesmos conceitos utilizados na bateria ou qualquer outro instrumento de percussão. Para isso, me coloco aqui nesse espaço reservado, à disposição para questões sobre o assunto (técnica de mão, dinâmica, toque, sonoridade, afinação, etc). Apesar da correria, vou procurar responder o mais rápido possível dando o máximo de atenção as questões.

Um abraço!
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IRIN Ver Drop Down
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que bacana em? se formou a onde?
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Amigo Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 02/12/13 as 01:53
Eu conclui o bacharelado em percussão pela Unesp e realizo o mestrado no Conservatório de Paris. Porém creio que muito mais do que currículo, uma boa discussão inteligente é o remédio para muitas questões. Aguardo as dúvidas!
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Lucas Batera Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Lucas Batera Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 02/12/13 as 04:26
Legal cara, parabéns !! será bem útil para o fórum !!

Eu tenho uma dúvida em questão de sonoridade, veja se pode me ajudar...
Nesses tempos andei pesquisando caixas para comprar,
e escutando vários modelos, os que mais me agradaram foram as caixas com casco de madeira e de menor espessra, 5mm, 6mm, infelizmente ainda não pude constatar isso ao vivo, mas tive algumas conclusões;
Nessas espessuras mais finas é possível ter um timbre maior da madeira, com mais ressonância e menos ataque, deixando um som mais "agradável" de se escutar naturalmente,

Pessoalmente não curto caixas muito estridentes e não me refiro aos armônicos, não sei se isso está relacionado mais com o casco e esteira  do que outra coisa.

Gostaria de saber se essa constatação está correta ou se foi só impressão minha ahaahaha
Valeu cara !!!



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IRIN Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar IRIN Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 02/12/13 as 04:39
Estou começando meus estudos agora, e esse ano vim morar em BH e estou tendo contato com a galera de percussão aqui da UFMG e vejo como é díficil ter uma base de estudo para se entrar em uma universidade hoje, póis dificilmente temos acesso a certos instrumentos e também a música. Fico feliz que se propõe a nos ensinar por aqui nesse canal, dificilmente alguém do erudito ou da percussão aparece por aqui.

Minha dúvida é a seguinte, estou passando pelo processo de postura e posicionamento na caixa,
e tenho díficuldades de se manter a mão reta conforme o braço, para fazer o angulo de 45º, você pode me indicar algum exercício que aos poucos vou concertando a postura da mão não ficar torta em relação ao braço? 
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cocobike Ver Drop Down
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Que massa esse tópico, apesar de ser totalmente leigo no assunto...hehe

Gostaria de saber sobre modelos de caixas e marcas mais comuns.

Vi pouquíssimas coisas de caixa clara, mas sempre gostei. Creio que exige muita disciplina tocar esse instrumento.

Aquele livro do  Charlie Wilcox de 150 solos, tem alguma coisa a ver com o assunto?
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Claro! Vamos lá!

Lucas, antes de tirar conclusões sobre o material do casco do instrumento, quero te alertar para uma coisa que a maioria das pessoas não levam tanto em consideração: 

- o material do "casco" (apesar de ser a maior parte da composição do instrumento), não é o principal fator para definir o som da caixa - 

Como assim?? Bom, o que define um bom som da caixa, é o conjunto geral de todos os materiais de sua composição, sendo que em primeiro lugar eu colocaria o corte e formato das bordas do instrumento (aquela parte que encosta na pele). Em segundo lugar, o tipo de pele. Em terceiro, o sistema de tensão (parafusos, quantidade de parafusos, como os ferros estão posicionados e como eles apertam a pele). Em quarto lugar, a profundidade do instrumento. Em quinto, a esteira usada. E só então o tipo de material do casco. Se você quiser, pode refazer essa ordem, mas que fique claro que o casco não é TÃO importante assim.

Outra coisa, é que eu garanto pra você que nos próximos 10 ou 20 anos você não ouvirá 2 caixas com o mesmo som (a não ser que você se tranque com duas caixas e tenha isso como meta Shocked). Como assim?? Calma, eu explico. Acontece que um simples giro milimétrico de um parafuso, pode alterar a série harmônica da caixa sem nem mesmo alterar a fundamental. (lembre-se que qualquer som tem uma fundamental que é a nota mais grave e os harmônicos que formam a série harmônica). Ou seja, se só de girar um simples parafuso já acontece isso, imagine trocar o tipo de pele, o tipo de esteira, o tipo de baqueta, etc......

O que eu mais gosto do casco da bateria (que é o que todo mundo também adora) é a aparência! Tem caixas MARAVILHOSAS por conta do acabamento.

Eu já ouvi dizer que caixas pesadas tem um som poderoso. Já toquei em caixa pesada (tamanho comum mas de não poder tirar do chão mesmo!!) e não vi um exagero de diferença. Já ouvi também que caixas interiças (caixa de madeira e sem corte, como se fosse escavada de um tronco de árvore mesmo) soam muuuuito melhor. (?). Elas custam o dobro do preço e também não vi diferença gritante. Vi a diferença de afinação, principalmente e, quanto mais aguda a caixa, menos volume ela tem, porem adquire maior articulação. ARTICULAÇÃO!! Isso sim eu diria que é muito diferente nos diversos tipos de caixa. Quando você toca uma apojatura dupla e a metros dos instrumento você identifica que são duas notas. 

Enfim. O assunto é muito extenso e nem sei se você chegou até essa parte do texto. Eu não sou especialista, mas eu diria pra você não confiar em um (hahaha)! O que eu aconselho de coração mesmo, são duas coisas:

1. Pegar uma caixa qualquer (mesmo que ruim...) e passar uns dois dias fazendo experimentações de afinação (lembre-se que grandes ícones do jazz não tinham as caixas com as mesmas tecnologias que temos hoje, caindo na questão de "porque você quer comprar uma caixa de 1600 reais?". Quase sempre a resposta não vem, mas se sabe que o prazer de se dizer "olha minha caixa" é maior do que "escuta minha caixa".
2. Passar um tempo com uma caixa e explorar seu som com diferentes peles e afinações.
3. Perguntar para amigos que tenham uma caixa que você quer comprar, as vantagem e desvantagens. (cuidado, pois a visão de alguém que faz uma comparação e diferente daquele que se habitua com o som de seu instrumento).

Vou parar por aqui!!! Cansei Dead. Pode me escrever se tiver alguma dúvida. 

Grande abraço.

Boa sorte!
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IRIN! Obrigado! Tenho algumas coisas interessantes quanto a isso!

Primeiro em relação ao erudito e percussão. 

Existe um mito de que o mundo da bateria é um, o da percussão popular é outra e o da percussão erudita é ainda outra ainda mais obscura.

TE GARANTO QUE É TUDO A MESMA COISA!!!!!!!!!!!!

O que acontece é que cada área tem algumas especialidades mais forte, como por exemplo o trabalho em camadas na bateria e a característica principal de base rítmica e improvisação; a característica de acompanhamento e groove/swing quanto à percussão popular, além também da improvisação; a característica de detalhismo e precisão (com muita pouca improvisação) na percussão erudita. Claro que tem outros pontos, mas estamos falando do mesmo material.

Assim como existe bateristas ruins, também tem músicos eruditos ruins e percussionistas ruins, então não leve em consideração ao ouvir "aah, músico erudito é tudo travado" ou então, por parte de um músico erudito, "aquele baterista não tem um bom som e olha como ele é torto!!". Bom... Desconsidere esses tipos de comentários. Vamos para a outra parte.
------------------------------------ 

Quanto ao posicionamento.

Não existe uma técnica de se tocar percussão. Existem várias e quem descobre o que fazer é você, depois de passar alguns vários meses experimentando as mesmas coisas. Conforme você experimenta diversos materiais, você pode decidir o que fica e o que você descarta. O mais importante, é pensar nos objetivos, pois se você precisa tocar com rebote, então não tem porque apertar a baqueta. Se você precisa de controle de dinâmica, então tome cuidado com o uso dos dedos. Se você precisa chegar com saúde até os 40 anos, então procure uma maneira de tocar anatomicamente correto (o que se resume facilmente por tocar relaxado). 

Se você viu com alguém essa coisa de ângulos de 45 graus e outras coisas, então trabalhe muito para deixar perfeito, mas lembre-se que essa é uma maneira que você procura para tocar hoje, sendo que amanhã você pode mudar totalmente. 

Bom, quanto aos EXERCÍCIOS (que era a sua pergunta), eu aconselho muito você praticar o pensamento crítico, começando com uma filmadora e um espelho. Se mexa bastante! Estude todos os métodos que você ver na sua frente sempre com o feedback posterior. Se o objetivo é deixar, sei lá, as mãos em 45 graus e a postura de maneira X, saiba o porque disso e então trabalhe sempre nessa posição para formar um hábito. (dizem que o hábito demora em torno de um mês para se formar).

Acho que é isso. Qualquer dúvida estou à disposição. 

Abraços
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Quanto à modelos, ninguém pode te ajudar mais do que o google! Lá você acha os sites da pearl, da odery, da yamaha, etc... No google você pode encontrar testes de modelos de caixa. 

---------

Quanto ao Wilcoxon (150 solos), é um livro de exercícios excelente para desenvolver a leitura e uma técnica limpa, mas o mais importante e principal é a maneira como você vai estudar ele e não somente ele, mas tudo que envolve bateria. A chave é COMO se estuda e não O QUE  se estuda. 
O que eu sugiro é procurar outros métodos para trabalhar junto com o Wilcoxon, pois nesse não há dinâmicas escritas e nem andamentos específicos. Existem muitos outros como o John S. Pratt que podem dar resultados interessantes para um baterista. Se você quer ir ainda mais longe tem os livros do Vic Firth (aquele professor velhinho e não a marca de baquetas que por acaso é do mesmo senhor velhinho, kkk!) e se ainda mais e  mais longe chegando ao nível pentelhésimo, tem os livros de estudos do Delecluse, porém acho que tem coisas mais importantes na bateria que trabalhar esse tipo de técnica. 

Bom, paro por aqui porque tenho que correr para os compromissos agora. Fiquem a vontade para questionar! Como se diz na filosofia: - Para falar o que sabemos, precisamos passar pelo outro! 

Abraços!
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Fredvet Ver Drop Down
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Mto bom o tópico e com informações muito vaiosas!

mudou a minha concepção sobre material da caixa ... 

ainda me resta uma dúvida que, sempre é cruel comigo sempre que vou trocar as peles, não sí da minha caixa, mas tb da minha bateria. 
É que tipo de pele usar, mono filme, duplo filme, com dot, sem dot, mais finas ou mais grossas?

sei que a resposta é testar e ver a qual vc gosta, mas e qdo não se tem essa possibilidade? como fazer? 

outra coisa que me deixa muito intrigado é a pele de resposta. mas na verdade o que me deixa com mais dúvida é qdo troca-lá?

outra coisa é ... como deixar a caixa com som limpo, gosto do som da minha caixa, mas é uma dúvida muito frequente aqui no forum.

abraço
Fred
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Originalmente postado por Fredvet Fredvet escreveu:

Mto bom o tópico e com informações muito vaiosas!

mudou a minha concepção sobre material da caixa ... 

ainda me resta uma dúvida que, sempre é cruel comigo sempre que vou trocar as peles, não sí da minha caixa, mas tb da minha bateria. 
É que tipo de pele usar, mono filme, duplo filme, com dot, sem dot, mais finas ou mais grossas?

sei que a resposta é testar e ver a qual vc gosta, mas e qdo não se tem essa possibilidade? como fazer? 

outra coisa que me deixa muito intrigado é a pele de resposta. mas na verdade o que me deixa com mais dúvida é qdo troca-lá?

outra coisa é ... como deixar a caixa com som limpo, gosto do som da minha caixa, mas é uma dúvida muito frequente aqui no forum.

abraço

A questão das peles, por vezes o próprio fabricante descreve as características principais. Se você é "profissional" (não gosto muito dessa palavra porque as pessoas empregam de um jeito estranho e cada um interpreta de um jeito), ou seja, você tem que trabalhar fazendo gravações, show com microfonação, etc., então busque a manutenção da sua pele a trocando sempre que os sinais aparecerem. Quais sinais? Marcas de baquetas, problemas para encontrar a tensão que soa bem no tambor (quando você usa uma pele muito tempo esticada em um país tropical, Brasil, a tendência é subir cada dia mais a afinação pois conforme o tempo ela vai sedendo. É por isso que muita gente diz para soltar a tensão ao fim da utilização e realmente compensa se você trabalhar profissionalmente e ter seu som como a representação do seu trabalho, sua identidade profissional). Fora isso, tem que saber qual espessura da pele responde melhor ao seu trabalho. Quanto mais material envolvido na constituição da pele, mais "forte" (é relativo...) precisará se tocar; é bem simples o pensamento e vale para todos os tipos de instrumentos (não só de percussão): quanto mais materiais envolvido na composição de um corpo, mais será necessário intervir para fazer vibrar. Em resumo, se você toca estilos como "metal" e precisa tocar realmente forte, porque colocar uma pele fina, sendo que ainda tem o risco de rasgá-la? Ja para o jazz, imagina como vai soar a bateria com peles super grossas naquele solo do contrabaixo? E que poder tem as vassourinhas em uma pele de filme duplo por exemplo? Depois de pensar nisso tudo, só mesmo testando e pesquisando. Acredito que tem empresas que capricham muito na tecnologia das peles. Esses dias vi uma pele que tinha até o "backbone"!! Para quem não sabe, a pele de couro quando tirada do animal, é marcada de alguma maneira no ponto do animal, onde o material é mais grosso e por isso tem tendencia a menor ressonância. Isso é muito comum nos tímpanos. Já em uma pele sintética de caixa?!? Achei muito curioso quando vi.

Quanto à pele de resposta, vale a mesma coisa sobre alteração climática e tempo de utilização. Exclusivamente para a caixa, entra ainda do fato do atrito com a esteira. Conforme o tempo e a tensão utilizada na esteira, a pele vai se amassando e perdendo mais e mais a eficiência, sendo que na caixa é fundamental ter uma pele de resposta com uma sensibilidade afiada em relação à esteira. Antes de trocá-la, uma ideia é girá-la. Tira-se os parafusos e gira a pele, deixando então a esteira apoiada no lado contrário, como se fizesse uma cruz em relação ao que estava antes. Porém não é a mesma coisa...

Bom, sobre som limpo. O som mais limpo que conheço é o som senoidal. Ele é o som puro sem nenhum harmônico e mesmo assim, os equipamentos que utilizamos para ouvi-lo o fazem não ser tão limpo assim. Como instrumento, eu diria que o oboé (e é por isso que ele serve de referência para a afinação de uma orquestra). Já quanto a caixa, não sei o que você procura. Como eu escrevi em um dos comentários acima, um simples giro em um dos parafusos muda a série harmônica do tambor. Se som limpo for sinônimo de maior consonância entre esses harmônicos aproximando mais a caixa de uma nota afinada (como o piano), então deve-se girar os parafusos até encontrar esse ponto (dá trabalho e aconselho utilizar uma régua, não só os ouvidos...). Se o objetivo de limpo, for limpar os harmônicos com o sentido de tirá-los, então utiliza-se algum tipo de abafador (o que também faz perder o volume). Antes de utilizar abafador, marca-se com uma caneta um pequeno ponto exatamente no centro do tambor e então procura-se o ponto onde percutimos para obter o número de harmônicos que desejamos. Ah, uma coisa é importante: muitos bateristas dizem que o som do centro da caixa é o som mais rico do tambor, mas é exatamente o contrário. Quando percutimos o tambor no centro, todas as frequências vão vibrar e ao mesmo tempo se matar (é acústica, ciência - frequências opostas se cancelam) fazendo o som ser opaco e sem fundamentais. Sim, na bateria esse muitas vezes é o som ideal, porém se falarmos em "vida", tempos que considerar os harmônicos do instrumento que são perdidos ao percutir exatamente no ponto nodal. Vale lembrar que todo corpo tem esse ponto nodal. 
Já se som limpo significa som articulado, muitas vezes a articulação da caixa está ligada ao tipo de esteira (hoje existem várias) e tensão da esteira, assim como a tensão e grossura da pele de resposta. Quando me refiro a articulação, não estou utilizando nenhum termo extraterrestre. Dizemos que algo articula quando compreendemos com clareza os eventos que acontecem, as "articulações". É o tocar limpo que o Buddy Rich dizia que é necessário para um bom baterista e que os músicos de percussão rudimentar tanto treinam para atingir em uma linha de drum corps. Enfim, vale a pesquisa!!

Abraços   
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Lucas Batera Ver Drop Down
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Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

Claro! Vamos lá!

.......................................

1. Pegar uma caixa qualquer (mesmo que ruim...) e passar uns dois dias fazendo experimentações de afinação (lembre-se que grandes ícones do jazz não tinham as caixas com as mesmas tecnologias que temos hoje, caindo na questão de "porque você quer comprar uma caixa de 1600 reais?". Quase sempre a resposta não vem, mas se sabe que o prazer de se dizer "olha minha caixa" é maior do que "escuta minha caixa".
2. Passar um tempo com uma caixa e explorar seu som com diferentes peles e afinações.
3. Perguntar para amigos que tenham uma caixa que você quer comprar, as vantagem e desvantagens. (cuidado, pois a visão de alguém que faz uma comparação e diferente daquele que se habitua com o som de seu instrumento).

Vou parar por aqui!!! Cansei Dead. Pode me escrever se tiver alguma dúvida. 

Grande abraço.

Boa sorte!



hahaha maravilha !!!!!
Foi bem esclarecedor, irei anotar as dicas.
obrigado pela disposição...

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hugo_stos Ver Drop Down
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estou de olho!
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Amigo Ver Drop Down
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Originalmente postado por Lucas Batera Lucas Batera escreveu:

Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

Claro! Vamos lá!

.......................................

1. Pegar uma caixa qualquer (mesmo que ruim...) e passar uns dois dias fazendo experimentações de afinação (lembre-se que grandes ícones do jazz não tinham as caixas com as mesmas tecnologias que temos hoje, caindo na questão de "porque você quer comprar uma caixa de 1600 reais?". Quase sempre a resposta não vem, mas se sabe que o prazer de se dizer "olha minha caixa" é maior do que "escuta minha caixa".
2. Passar um tempo com uma caixa e explorar seu som com diferentes peles e afinações.
3. Perguntar para amigos que tenham uma caixa que você quer comprar, as vantagem e desvantagens. (cuidado, pois a visão de alguém que faz uma comparação e diferente daquele que se habitua com o som de seu instrumento).

Vou parar por aqui!!! Cansei Dead. Pode me escrever se tiver alguma dúvida. 

Grande abraço.

Boa sorte!



hahaha maravilha !!!!!
Foi bem esclarecedor, irei anotar as dicas.
obrigado pela disposição...


No item 2, leia: Passar um tempo com A CAIXA QUE VOCÊ QUER COMPRAR e explorar seu som com diferentes peles e afinações.

Acho que eu estava com pressa quando escrevi!! Abraços
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viniciusnunez Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar viniciusnunez Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 02/12/13 as 20:34
Bem-vindo, amigo. Obrigado por compartilhar. Abraços, Vinicius.
Vinicius Núñez. Prof. de Bateria na Z/L de São Paulo e pelo Skype (viniciusnunez).
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kauebatera Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar kauebatera Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 03/12/13 as 14:00
Muito bom o post!!! Já aprendi muito com ele até agora. Obrigado por compartilhar!

Abraço!!
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-528290223-torrandovendo-bateria-mapex-q-completa-com-ferragensbags-_JM -VENDO MINHA BATERA-MAPEX-MANDE PM
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IRIN Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar IRIN Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 03/01/14 as 05:04
amigo, você tem partituras de marchinha de carnaval pra caixa clara? com variações do ritmo?
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Edu drummer Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Edu drummer Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 04/01/14 as 02:50
Cara ótimo Tópico, já aprendi muito lendo até aqui!
Vou ficar atento aqui! hehe
Em busca da batida perfeita, somos eternos aprendizes!

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Tiago Quetes Ver Drop Down
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Cadastrado em: 17/03/13
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Tiago Quetes Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 04/01/14 as 04:07
cara, quanto conhecimento num topico só. Parabéns
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Ariomester Ver Drop Down
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Olá Amigo!!

Eu tenho uma dúvida (14 Solos - John Pratt, no caso). Quando há um trecho da peça em mf e alguns acentos normais (com "<")  e outros são sfz, estes seriam acentos mais fortes que o normal e as outras notas (não-acentuadas) seriam em mf? Ou seja, no trecho em mf com sfz e < teríamos três dinâmicas - o mf das notas não acentuadas, o acento normal e o sfz? Ou onde há um sfz pode-se interpretar um trecho de dinâmica um pouco mais alta, já que os acentos em sfz são mais fortes?


Valeu!
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Originalmente postado por IRIN IRIN escreveu:

amigo, você tem partituras de marchinha de carnaval pra caixa clara? com variações do ritmo?

Olá IRIN. Não, eu não tenho esse material. Não acredito que haja uma complexidade grande em trabalhar com isso. Conheça a história desse gênero e tente saber a função da caixa e como ele progrediu. A partir disso você monta algo, de acordo com o resultado. Acredito ser mais inteligente que pegar síntese de ritmo escrito e tentar encaixar. Uma dica é que muitas vezes para chegar ao resultado, é necessário bem menos técnica do que imaginamos. É muito mais questão de contexto, linguagem, nuances, acentos métricos, timbre, afinação, padrão... que a gente resolve resumir na palavra "música"! Espero ter ajudado. 
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Originalmente postado por Ariomester Ariomester escreveu:

Olá Amigo!!

Eu tenho uma dúvida (14 Solos - John Pratt, no caso). Quando há um trecho da peça em mf e alguns acentos normais (com "<")  e outros são sfz, estes seriam acentos mais fortes que o normal e as outras notas (não-acentuadas) seriam em mf? Ou seja, no trecho em mf com sfz e < teríamos três dinâmicas - o mf das notas não acentuadas, o acento normal e o sfz? Ou onde há um sfz pode-se interpretar um trecho de dinâmica um pouco mais alta, já que os acentos em sfz são mais fortes?


Valeu!

Olá Ariomester. Muita gente tem esse tipo de dúvida. Infelizmente, a solução varia, o que pode deixar você confuso.

A primeira coisa, é lembrar o importante nesses estudos, além de toda a matemática que acontece (tempo, rítmo, dinâmicas), é deixar claro para o ouvinte tudo aquilo que você faz. ISSO É MUITO IMPORTANTE!! Para todo instrumento, pense sempre na certeza da transmissão daquilo que você toca, da segurança, da certeza do que executa. Quando o ouvinte não tem certeza se foi bom o que ouviu, é sinal que a performance não foi excelênte.

Depois disso, a gente entra na "matemática" (mas nem tanto...). Eu (é pessoal e não baseado em padrões ou estudos), penso basicamente em dois tipos de acentos (tipos, não intensidade). O primeiro é o acento métrico que é necessário para clarificar o que você toca: ele sempre vai estar presente no primeiro e no terceiro tempo de um compasso quartenário, por exemplo. O segundo, é o acento que dá ênfase em notas isoladas, que pode ter inúmeras funções, mas não a de clarificar a métrica como o primeiro. Esse segundo tipo de acento, pode variar muito de intensidade. Um mesmo acento pode ter várias nuances diferentes dentro de uma peça, por exemplo, um acento no primeiro tempo podemos fazer soar mais forte que um acento na segunda semicolcheia do primeiro tempo, porque ela se junta com o acento métrico. Para tudo o que vem depois disso, você acha a resposta no discurso musical e naquilo que o ouvinte escuta (ou seu gravador, mas não é a mesma coisa). 

Outra coisa, para você pesquisar, é sobre o gesto. O gesto sempre muda a percepção do som (não diretamente e fisicamente o som em si). Saber lidar com o gesto na performance é uma capacidade de grandes músicos. Busque sobre "psicofísica". Muitas vezes você irá ouvir que um toque relaxado na caixa soa melhor que um toque curto. É frustrante para alguns, mas de acordo com a fórmula matemática da energia, se atingirmos um corpo com uma mesma massa de um objeto e com a mesma velocidade, a distância é indiferente, ou seja, você pode tocar super "tenso" e conseguir o mesmo som que quando tocar super "relaxado". A vibração da baqueta é responsável por uma parte ínfima do resultado sonoro (sua vibração e não sua massa, essa sim extremamente importante). Porém, apesar do som acústico, físico, o que se ouve não mudar, a percepção do som muda para aquele que vê a performance. 

Bom, tem muito mais coisas, mas acho que você já percebeu como é mais complexo do que "toca mais forte", não? Se você quiser uma resposta pronta, procure como já faz mas sempre duvide das respostas, porque não duvido muito que nem o próprio John S. Pratt saiba exatamente o resultado de um sfz, podendo ser que ele adotou um padrão na execução que condizia ao que ele estava habituado e não àquilo que realmente soa. 

Procure saber o que é exatamente um sfz e sua diferença para sffz, rfz, subp, etc... Como são executados no violino? Como será que funciona em instrumentos onde controlamos a duração da nota (diferente da caixa)? 

BOM TRABALHO! 
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Técnica francesa, alemã, americana???

Quem foi que inventou esses nomes? Isso sempre deixam os estudantes perdidos!

Uma coisa eu digo: NÃO! Não é só apenas colocar o polegar para cima e "voilà la technique française". Colocou a palma para baixo e é técnica alemã... Creio que alguém que precisava vender seus métodos andou simplificando demais as coisas. 

Técnica de caixa, técnica de tímpanos... 

Realmente pouca gente sabe algo mais a fundo sobre técnicas de tímpanos. Existem várias escolas que mudam a técnica mas que guardam o mesmo princípio. Já as as outras coisas como conceito de som, muda muito e o contexto também, trocando o peso das baquetas, o material, a pele, o tipo de instrumento, etc. e acredito que esse seja o ponto forte de uma tradição. Talvez seja um pouco pobre chamar de técnica X um posicionamento da mão. Isso realmente não é tão importante, ainda mais na caixa "contemporânea" ou na bateria. Já em relação a uma "linha" de drum corps ou um grupo militar por exemplo, pode ser importante (dependendo do grupo) igualar tudo, como maneira de segurar, altura do toque, etc., assim como um naipe de cordas de orquestra iguala a maneira de segurar seus arcos, as arcadas... 

Pequise!! 

Na França, a técnica de caixa tradicional (le tambour français) é muito diferente do que vejo em livros, utilizam toda a mão abraçando a baqueta. Nos livros, a posição de mão com o polegar para cima, é usada para tocar tímpanos, porém, hoje na França devem ter 2 ou 3 timpanistas que tocam assim. Já a caixa de orquestra, contemporânea, bateria e afins, vejo que o que usam como posicionamento da mão é muito mais próximo do que vejo as pessoas chamando de técnica americana. É realmente muito fácil padronizar assim, mas para se ter uma ideia, em uma mesma instituição em um país, se vemos 10 músicos diferentes tocando caixa, vamos ver 10 maneiras diferentes de segurar as baquetas, porém igual quanto ao "conceito de som" (quantidade de ressonância, tipo de instrumento, padronização da execução de rulos, padronização de níveis de dinâmica, etc). 

E a técnica brasileira, ela existe?? Ainda não vi materiais que mostram como as escolas de samba, por exemplo, seguram as baquetas para conseguir todo aquele som, para fazer o "groove" e não se machucar, já que tocam super fortes. E a técnica dos grandes bateristas brasileiros? Edu Ribeiro indo super rápido na sua condução de semicolcheias, Marcio Bahia com seu aproach erudito, Alex Buck com aquela condução em semicolcheias girando o pulso, etc etc... Seria um ótimo trabalho analisar a técnica desses feras!

Duvidem dos nomes que dão para tudo. Eles sintetizam ao mesmo tempo que camuflam muitas coisas. Creio que é na máxima de Maquiavel que depois do fim, do resultado, o meio não mereça explicações e o fim nesse caso, é muito mais importante do que se você usa o dedo médio ou não, por exemplo.

Se importem com a bibliografia dos métodos! 

Se vocês têm dúvidas sobre a posição da mão, lembre-se que é importante usar com inteligência tudo aquilo que estiver no nosso alcance: braços, pulsos, dedos, ombros, tudo. Eu diria que o pulso é o mais difícil de desenvolver e muita gente apoia a técnica (principalmente os bateristas) nos dedos, com a ideia de que os dedos são rápidos, mas acabam não indo tão longe, pois o pulso depois de bem desenvolvido ele permite ir longe, mas precisa estudá-lo! Os pulsos são rápidos também e mais potentes, maior resistência, mas não confundam com dinâmica. Na caixa de orquestra, quando precisamos tocar mais piano, utilizamos o braço. É assim também em vários outros instrumentos de percussão. Os braços são rápidos também e podem ser mais que o pulso! Músculos grandes proporcionam controle e resistência, além de serem rápidos. PESQUISEM, QUESTIONEM!!!!

Abraços!


Editado por Amigo - 09/03/14 as 01:11
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pauloribeiro84 Ver Drop Down
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Fala aê Amigo, blz. Cara preciso muito de uma ajuda, eu estou tentando melhorar meu rulo mas as notas ficam muito marcas numa determinada velocidade e não fica equivalente formando aquele vruummmm bonito do rulo, você pode me dar alguma dica para deixar essas notas mas equiparadas?

Abraço!!!
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Alayr Jr. Ver Drop Down
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Como vai meu caro, tudo bem ? Muito bom tê-lo por aqui. Toco em uma banda de gaitas-de-fole escocesa e toquei com alguns colegas de Unesp, o Edinei Lima e o Eduardo Gianezella. Ambos músicos fantásticos. 

Acho muito interessante o estudo de caixa como um todo, foquei muitos anos na percussão escocesa, e recentemente voltei para estudar os 150 solos do Wilcoxon, e outros métodos para não cair na mesmice. Muito bom ver um tópico tão bem escrito e com boas dicas. Continue assim.

Abs
Alayr 
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Ezekiel Ver Drop Down
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Alayr vc tem esse método (ou livro sei lá) em pdf? se tiver poderia me passar o link por MP?
Instagram: @ezequielalves12 segue lá ;)

https://www.youtube.com/user/Ezekielbatera
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Alayr Jr. Ver Drop Down
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Não tenho meu caro, eu tenho o livro físico mesmo... Sou velhinho para estas coisas....
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Fernando drums Ver Drop Down
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Alayr, larga mão de ser fanfarrão vc não é velho não hahaha já te vi pessoamente.

Como descrito acima fiquei muito feliz em ver um conteudo de primeira aqui, é muito tópico com papo furado, é muita bacteria pra pouco músico.

Outro ponto importante foi das caixas, os carasm compram caixa carissímas sem antes trocar as peles, esteira, modificar as bordas em fim, um monte de processos deixados de lado apenas para alimentar o bolso de quem já está rico.

Ser baterista músico em isso, explorer o que você tem na mão, deixem o visual para os estilistas.
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Fernando.Soares Ver Drop Down
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Sobre som de caixa, me considero um exemplo pratico de que uma boa manutenção deixar qualquer caixa com o som muito bom.
 
Recentemente fiz uma baita manutenção numa caixa 14/5,5" em basswood e com 8 afinações. Dei uma lixada nas paredes internas e nas bordas, tirei as ferrugens dos aros o tanto quanto foi possivel. Comprei pele de ataque Remo Ambassador e de resposta Luen Snare. Casei elas com uma esteira Pearl de 24 fios.
 
O resultado foi muito melhor do que eu esperava. Nunca pensei que uma caixa entry level ficaria com um som tão potente e limpo. Mesmo a Ambassador sendo uma pele bem ressonante, tendo paciencia pra afinar é possivel tirar um som belissimo da caixa sem nenhum tipo de abafamento. Aliás, eu tenho usado Moongel na caixa a pedido do restante da banda que reclamaram que o volume dela ta absurdo, isso que minha banda toca som pesado. Nunca poderia esperar isso de uma caixa tão simples.
 
É fato que, mesmo deixando a caixa guardada, a cada ensaio eu preciso dar uma checada em todos os parafusos de afinação, pois a tensão da pele acaba mudando devido ao clima. Mas não perco nem 10min e ja deixo ela pronta pra batalha denovo.
 
Pena eu ainda ser apenas uma bacteria e não poder acrescentar conhecimento tecnico ao topico. Mas espero que pra me tornar musico, eu não precise abrir mão da humildade.
 
Abraços!


Editado por Fernando.Soares - 07/05/14 as 18:37
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Cara, tópico sensacional... Eplocações sensacionais , parabéns cara to de olho no tópico pra ir aprendendo cada vez mais... Estudo no Conservatório de Tatui e vejo a dedicação e seriedade dos percussa eruda... Se tratando de disciplina os caras são imbativeis ... Vou ficar de olho na duvida de todos porque vão sanando as minhas tbm...
Excelente tópico !
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Olá Paulo, tudo bom?

Boa pergunta essa sobre os rulos. Tenho certeza que tenho informações interessantes para você, mas se essa não for uma boa resposta ou você ainda tiver dúvidas, me escreva.

Vamos lá!

Primeiro, vamos descobrir o rulo que você está procurando.

Você já deve ter ouvido alguns termos como "rular, rufar, buzz roll, multiple bounce roll, double stroke roll, papa-mama, concert roll, orchestral roll, crush roll, triple stroke roll....". Bom, na minha opinião os nomes ajudam só até o momento que separam A de B e não mais quando passa então a identificar um conceito isolado, ou seja, quando o nome passa a ser mais importante que aquilo que representa (essa é minha crítica geral pra todas as técnicas de percussão que passam a serem especiais pelos nomes e que confundem todo mundo).

Para mim, existem quatro formas de simular uma nota longa na caixa, que é exatamente a finalidade do "rulo" (ou como quiser chamar). Assim como o trompete tem uma nota longa, nós buscamos o mesmo efeito na caixa. A escolha da maneira de fazer isso depende de dois fatores: 

1. Contexto (que envolve uma passagem da música ou tradição do grupo onde a caixa é tocada)
2. Acústica (a caixa tem uma resposta rápida, um estalo, então quanto mais "seca" a acústica, mais é difícil de simular uma nota longa.

(atenção! Esses fatores foi eu que acabei de criar baseado em uma reflexão que acabei de fazer sobre tudo o que estudei. Pode ser que haja um terceiro fator, ou nenhum!! Essa não é uma tese de doutorado, então aconselho ler, refletir e pesquisar mais se quiser maior domínio no assunto)

As maneiras de simular uma nota longa na caixa (podem chamar de rulo...) com duas baquetas (não vale para mão, vassourinhas ou qualquer maneira extra-musical, exclusivamente com baquetas mesmo) são essas que listei abaixo. Todas elas dependem de um fator principal: IGUALAR O MESMO NÚMERO DE TOQUE, DISTÂNCIA ENTRE OS TOQUES E INTENSIDADE DE CADA MÃO.

1. Alternando toques simples (Direita-Esquerda-Direita-Esquerda) - Uma nota para cada mão, rápido. Podemos tocar super forte, mas a distância entre os toques pode ser muito grande dependendo da situação e não dar a sensação de nota longa.

2. Alternando toques duplos (Direita-Direita-Esquerda-Esquerda) - Podemos toca bastante forte e a possibilidade de soar uma nota longa (um som contínuo) é maior.

3. Alternando três toques, quatro toques, cinco toques, etc... - Os três toques alternados são muito utilizados nas orquestras. Tem menos volume que toques duplos mas é muito bonito o resultado quando bem feito (é difííícil!!!).

4. Alternando toques pressionados (acho que esse todo mundo conhece como buzz roll, porque o resultado é buzzzzz!!) - Esse é muito usado na bateria e também em grupos de pipe drum na escócia (em falar nisso, dêem uma olhada no Jim Kilpatrick tocando. Esse cara tem os dedos rápidos!!!)


Para cada maneira, existem atalhos que podemos pegar para desenvolver mais rápido. Acho que o que eu mais posso contribuir aqui, é com relação aos toques triplos alternados, pois pouca gente conhece e quem conhece sabe a dificuldade que tem, pois exige um maior relaxamento para aproveitar os rebotes e tocar relaxado é difícil.

(Tenho praticamente certeza que vocês não acharão ninguém fazendo isso bem no youtube, mas se acharem me avisem!)

Esse rulo conheci por um amigo meu chileno (Rubén Zúñiga) que toca hoje na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Ele aprendeu com o timpanista da Creveland Orchestra (Tom Freer). Depois, em Paris, eu aprendi com meu professor que é o caixista solo da Orquestra de Paris (Nicolas Martynciow) que faz isso muito bem. 

A idéia é simples: alternar 3 toques em uma velocidade que dê a impressão de uma nota longa. Não precisa ser rápido: só para ter uma referência, se fazemos o movimento de semicolcheias sendo semínima=90 (quatro notas por click do metrônomo) e pensamos em três notas para cada mão, é possível fazer um rulo muito bonito!

Porém, por que é tão difícil?

- Cada baqueta fará apenas um gesto para baixo.

- Cada toque terá três notas de rebote (todas as três e não as outras duas depois da primeira)

- Ele funciona muito bem quando usamos a distância da baqueta com o instrumento para tocar e não a aceleração (ou seja, usando o braço e a distância e não o pulso e o ângulo com aceleração, que cria um acento e um decrescendo nas três notas). Não use os dedos nem o pulso. É um movimento exagerado de braço para começar; depois que atingir o resultado, depois você decide o que vai usar. (pesquise por "chicken wing technique snare drum" no youtube. Eu não gosto do visual porque parece aqueles bonequinhos da Duracell e é possível aproveitar melhor as ondas do gesto ao tocar, ao invés de tocar somente com o braço, porém, a ideia é muito interessante)
 
- É o mesmo princípio de uma bola de basquete.

- Quanto mais relaxado mais articulação as três notas terão. Tendo três notas bem articuladas em cada mão de maneira muito igual entre as duas mãos, o rulo será contínuo. ACREDITE! É possível fazer qualquer coisa relaxado na caixa. Você pode escolher tocar com pressão/tensão, mas é difícil de controlar as coisas desse jeito, como os rebotes, ainda mais se você estiver em uma situação de estresse (ai nada funciona tenso!!)

- O mais difícil: as três notas TÊM que serem perfeitas! Dessa maneira, é excelente usar um gravador que reduz a velocidade do áudio: você faz o rulo e depois grava para ouvir as três notas de cada mão. Tem que soar SUPER claro e contínuo, como sequência de tercinas. 

É isso!!

Alguns vídeos interessantes que conheço:

http://youtu.be/uvSwbEy8JKQ - (só lembre que fazer um rulo utilizando essa raspada na pele, fazer perder volume)

http://youtu.be/ioqvI-D5bBQ - (lembrando que só tocar desse jeito não é muito bonito visualmente e aproveitar bem o gesto em forma de ondas, como o que conhecemos como Moeller, pode ser uma boa ideia)

http://youtu.be/k5vkjS1oyDQ - (o caixista escocês que citei. Ele é muito bom! Só para se ter uma ideia do estilo escocês)


Editado por Amigo - 07/05/14 as 23:43
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Opa! Muito bacana Alayr Jr.! Acabei de voltar da Escócia e vi coisas bem interessantes por lá! Fique a vontade para escrever por aqui. 

Eduardo Gianesella foi meu primeiro professor de percussão. Ele é genial!

Um abraço!


Editado por Amigo - 07/05/14 as 23:36
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jazzbrazuca Ver Drop Down
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Amigo Amigo kkk ! 
Tenho uma duvida meio boba que me persegue a anos e as respostas variam sempre de professor pra professor... 
Quando eu tenho um Drag antes de um Rulo , eu devo interpretar esse drag como parte do Rulo tocando ele mais aberto, ou mais fechado com um Drag mesmo... Encontrei uma caralhada de vezes estudando os 150 solos do Wilcoxon e alguns outros livros e varios professores e amigos bateras tem diferentes opiniões sobre isso... É uma questão de interpretação ou existe o certo a se fazer ???
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Não sei se é dessa técnica que vc está falando Amigo ... mas tem me ajudado bastante com relação à técnica de toques alternados!

Abraço




Fred
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chrisoyens Ver Drop Down
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Originalmente postado por jazzbrazuca jazzbrazuca escreveu:

Amigo Amigo kkk ! 
Quando eu tenho um Drag antes de um Rulo , eu devo interpretar esse drag como parte do Rulo tocando ele mais aberto, ou mais fechado com um Drag mesmo... É uma questão de interpretação ou existe o certo a se fazer ???

As escolas rudimentares variam bastante. Existem grupos que executam seu toques mais abertos e grupos que os executam mais fechados ou juntos. Agora quando vc escolhe um estilo rudimentar vc o aplica para TUDO. Portanto, os rulos drags, flams e diddles serão ou abertos ou consistentemente fechados. Se não a coisa não combina e está errado mesmo. Eu estudo todo o meu repertório das 3 formas. Bem aberto como a escola rudimentar tradicional determina. Um pouco mais fechado como a escola rudimentar moderna e completamente fechado como a escola sinfônica. 
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Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Originalmente postado por jazzbrazuca jazzbrazuca escreveu:

Amigo Amigo kkk ! 
Quando eu tenho um Drag antes de um Rulo , eu devo interpretar esse drag como parte do Rulo tocando ele mais aberto, ou mais fechado com um Drag mesmo... É uma questão de interpretação ou existe o certo a se fazer ???

As escolas rudimentares variam bastante. Existem grupos que executam seu toques mais abertos e grupos que os executam mais fechados ou juntos. Agora quando vc escolhe um estilo rudimentar vc o aplica para TUDO. Portanto, os rulos drags, flams e diddles serão ou abertos ou consistentemente fechados. Se não a coisa não combina e está errado mesmo. Eu estudo todo o meu repertório das 3 formas. Bem aberto como a escola rudimentar tradicional determina. Um pouco mais fechado como a escola rudimentar moderna e completamente fechado como a escola sinfônica. 

Eu ainda vou entender td isso q vc tá falando um dia LOL LOL LOL LOL
Deixa só minhas condições melhorarem, pode ter ctz de q vou ser um dos alunos mais aplicados Big smile LOL LOL LOL LOL
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Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Originalmente postado por jazzbrazuca jazzbrazuca escreveu:

Amigo Amigo kkk ! 
Quando eu tenho um Drag antes de um Rulo , eu devo interpretar esse drag como parte do Rulo tocando ele mais aberto, ou mais fechado com um Drag mesmo... É uma questão de interpretação ou existe o certo a se fazer ???

As escolas rudimentares variam bastante. Existem grupos que executam seu toques mais abertos e grupos que os executam mais fechados ou juntos. Agora quando vc escolhe um estilo rudimentar vc o aplica para TUDO. Portanto, os rulos drags, flams e diddles serão ou abertos ou consistentemente fechados. Se não a coisa não combina e está errado mesmo. Eu estudo todo o meu repertório das 3 formas. Bem aberto como a escola rudimentar tradicional determina. Um pouco mais fechado como a escola rudimentar moderna e completamente fechado como a escola sinfônica. 

Entendi Cris , por isso que as respostas variam bastante de professor pra professor... Eu tenho executar das duas maneiras... mas confesso que ainda fico encucado... Acho mais dificil fazer o Drag mesmo antes do Rulo do que considerar ele parte dele... As vezes isso me pega, por exemplo numa leitura a primeira vista, que não sei qual interpretação dar ao solo de caixa... Muito obrigado !
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Originalmente postado por jazzbrazuca jazzbrazuca escreveu:

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Originalmente postado por jazzbrazuca jazzbrazuca escreveu:

Amigo Amigo kkk ! 
Quando eu tenho um Drag antes de um Rulo , eu devo interpretar esse drag como parte do Rulo tocando ele mais aberto, ou mais fechado com um Drag mesmo... É uma questão de interpretação ou existe o certo a se fazer ???

As escolas rudimentares variam bastante. Existem grupos que executam seu toques mais abertos e grupos que os executam mais fechados ou juntos. Agora quando vc escolhe um estilo rudimentar vc o aplica para TUDO. Portanto, os rulos drags, flams e diddles serão ou abertos ou consistentemente fechados. Se não a coisa não combina e está errado mesmo. Eu estudo todo o meu repertório das 3 formas. Bem aberto como a escola rudimentar tradicional determina. Um pouco mais fechado como a escola rudimentar moderna e completamente fechado como a escola sinfônica. 

Entendi Cris , por isso que as respostas variam bastante de professor pra professor... Eu tenho executar das duas maneiras... mas confesso que ainda fico encucado... Acho mais dificil fazer o Drag mesmo antes do Rulo do que considerar ele parte dele... As vezes isso me pega, por exemplo numa leitura a primeira vista, que não sei qual interpretação dar ao solo de caixa... Muito obrigado !

É uma questão interessante também. Creio que a resposta não encontraremos na percussão.

Como eu havia comentado, o "rulo" é uma maneira de fazermos uma nota longa na percussão, o que só seria realmente possível com a ajuda da eletrônica, já que o som de uma caixa por exemplo é muito curto (eu aconselho realmente a ler o livro de acústica musical do Flo Menezes. Para mim é o melhor).

Já a apojatura é um ornamento. Ela antecede uma nota criando um embelezamento, mas sem alterar os valores das notas principais. Já na música contemporânea (acho que começando em Stockhausen), as apojaturas começaram a "flutuar" na composição (talvez flutuar não seja a melhor palavra), ou seja, elas alteram a matemática da métrica, não se orientam por tempos restritos do compasso.  (Deem uma olhada nessa obra para marimba. http://flomenezes.mus.br/flomenezes/flomenezes_scores/flomenezes_quaderno_marimba.pdf . Na página 8 (exatamente no terceiro compasso do último sistema, são apojaturas onde o intérprete as executa no tempo que for preciso. A partir desse momento na peça, começam a aparecerem várias apojaturas).

Na caixa, o que dita o tamanho das apojaturas? Eu tenho claramente para mim que a primeira coisa é não atrapalhar o discurso musical, ou seja, ter realmente a função de um embelezamento, exceto se o compositor peça o contrário por uma coisa específica. (vejam a partitura da obra PRIM para caixa solo de Askell Masson. Em um determinado momento, aparecem várias apojaturas enormes. Como interpretá-las sem obscurecer o discurso musical? Deveríamos alterar o tempo das notas principais?) 

Chrisoyens, é muito interessante ver essa sua definição sólida de escolas. Eu não sei o que acontece que eu como estudante, aprendi que existem várias escolas diferentes, porém agora que tenho um espaço pra realmente verificar que escolas são essas, eu tenho um problema pra afirmar que elas realmente existem. Por exemplo, hoje para mim soa muito estranho ouvir a expressão "escola sinfônica". Quem ou o que é a escola sinfônica? E a escola rudimentar? É uma pessoa que decidiu que será de um jeito específico? Será que não é mais interessante refletir porque essa pessoa teve essa decisão e baseado nisso fazer então a nossa? Existem várias situações para buscarmos essa resposta. No Brasil, vemos a "briga" quando uma pessoa tenta mudar a batida de caixa ou o andamento de uma escola de samba que é tradicional (que faz parte da "escola"). Nos Estados Unidos, chegam pessoas com ideias melhores que vem da Europa para tocar determinada música com determinado som ou técnica e outros demoram para aceitar; mesma coisa na Europa, porque faz parte da tradição, da "escola" e por ai vai. Em relação às apojaturas, grande parte das vezes acontece o contrário de tocá-las bem "fechadas" e sim é necessário tocá-las bem abertas, muito claras e, como eu já escrevi, como um embelezamento e não roubando tempo da nota principal ou sendo mais forte que a nota principal. Outras vezes, é preciso tocar a apojatura no tempo (e não antes dele) de maneira também a não atrapalhar o discurso, o que acaba deixando a apojatura mais fechada, mas não um buzz, não "desarticulada". O problema é que tudo isso varia MUITO. Dê uma olhada no trecho orquestral de tambor militar do Tenente Kijé de Prokofiev. Fazemos as apojaturas abertas ou fechadas? Por quê??? Não existe nenhuma regra!! É exatamente esse o problema que os estudantes tem quanto estudam uma obra. Os estudantes muitas vezes buscam respostas (quase sempre) e acreditam que essas respostas vem de um professor, de um jeito certo de fazer. A resposta na verdade está dentro da música e pode variar de acordo com o contexto (a acústica, o andamento, a intensidade, a instrumentação - pele esticada, pele frouxa - etc...), porém um aluno que não tem um conhecimento vasto de diferentes contextos ou tradições, pode não ter um repertório de possibilidades para empregar em um contexto próprio. Com a internet ainda, acabamos tendo informações demais e pode acabar gerando um preconceito em relação a determinadas escolhas. Pensamos mais sobre o que os outros fazem e como pensarão sobre aquilo que nós fazemos, e não sobre como aquilo que fazemos se encaixa musicalmente no contexto.

jazzbrazuca, vou tentar resumir de uma maneira prática pra você, pois sei que já coloquei muita informação agora (pesquise no google cada termo que coloquei que você não conhece pode acrescentar muito no seu vocabulário musical, suas ferramentas; ou não!!...). Você perguntou sobre como fazer um "drag" (ou nota dupla, ou ra de 3 em francês, ou apojatura/ornamento para qualquer músico que não entenda essa linguagem rudimentar de tambores) antes de um rulo (uma nota longa, que acredito que você fará com toques duplos (duas notas para cada mão). Te dou uma opção. Lembre que o objetivo é não ficar aquela "emboleira" de notas duplas, começando o rulo já na apojatura que também é uma nota dupla! A ideia é fazer um pequeno crescendo no "drag", começando a primeira nota bem fraca e a segunda mais forte, para então entrar no rulo. Como entrar no rulo? Todo instrumento (trompete, tuba, piano, etc...) tem um ataque no início de uma nota longa para então o restante do som ser algo "liso". A única maneira de eliminar esse ataque é pela eletrônica (experimente pegar uma nota de qualquer instrumento, jogar no Audacity e excluir o início da nota. O som fica praticamente irreconhecível). Da mesma forma, experimente entrar no rulo com um pequeno apoio (não um acento, mas um apoio, o início de uma nota longa). Analise bem o andamento e a intensidade (ppp-fff) e decida o tamanho da sua apojatura de maneira a soar musical (se grave e se escute como seu próprio professor, com um ouvido crítico!). Baseado nisso, experimente abrir ou fechar mais o drag. Experimente também fazer o drag com mãos alternadas. Seja musical, objetivo e principalmente CLARO! Procurando ser claro para o ouvinte ao executar apojaturas como apojaturas e rulos como rulos, você vai chegar na boa resposta. 

Bonne chance!!     



Editado por Amigo - 09/05/14 as 15:15
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Originalmente postado por Fredvet Fredvet escreveu:

Não sei se é dessa técnica que vc está falando Amigo ... mas tem me ajudado bastante com relação à técnica de toques alternados!

Abraço





Não é essa técnica, mas continue buscando! Eu não achei muita coisa até agora sobre toques triplos no rulo pois quem mais utiliza são os que trabalham com repertório orquestral, que talvez corresponda a 1% do número de músicos bateristas, ou seja, não tem muita informação específica na internet (é uma pena, pois por exemplo, um músicos de que todos os bateristas falam é o Billy Gladstone, músico orquestral que provavelmente tinha essas informações mais direcionadas a esse tipo de repertório). 

Abraços!

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Obrigado Amigo !
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