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Caixa-clara - Técnica, som

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Fredvet Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Fredvet Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 09/05/14 as 17:18

nesse outro vídeo o camarada aborda rapidamente sobre o triple stroke (toque triplo).

não sei se eu entendi muito bem mas acredito que seja uma forma mais eficiente de otimizar os golpes, é isso?

Edit: tem outros vídeos dele falando sobre rudimentos ... bem facil de achar ... pode ser que ajude de alguma forma.




Editado por Fredvet - 09/05/14 as 17:20
Fred
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Amigo Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Amigo Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 09/05/14 as 17:38
Originalmente postado por Fredvet Fredvet escreveu:


nesse outro vídeo o camarada aborda rapidamente sobre o triple stroke (toque triplo).

não sei se eu entendi muito bem mas acredito que seja uma forma mais eficiente de otimizar os golpes, é isso?

Edit: tem outros vídeos dele falando sobre rudimentos ... bem facil de achar ... pode ser que ajude de alguma forma.



Obrigado pela busca, mas não é isso! Um rulo alternando 3 toques que me refiro, são 3 toques de rebote e não três toques controlados com o pulso como o John Wooton mostra no vídeo. É como um buzz roll o resultado, mas não é um buzz roll!! O resultado é uma nota longa mesmo, mas super clean, onde cada mão tocam exatamente 3 notas cada. Quanto a forma eficiente de otimizar golpes, creio que tudo o que fazemos tenha que ser eficiente e otimizar/tornar ótimo pode ter um sentido amplo (relacionado à técnica ou à aplicação dela na música), mas de qualquer forma o que cito não é uma maneira de tornar melhor, mas uma maneira de fazer mesmo. Abraços! 


Editado por Amigo - 09/05/14 as 17:43
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chrisoyens Ver Drop Down
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Como já disse e reitero, eu estudo tudo de 3 maneiras para manter as minhas opções abertas e trabalhar em qualquer contexto. A minha divisão de "escolas" é pragmática e não preconceituosa. Precisamos de referências para prepararmos nossos alunos para a profissão de baterista e percussionista. A maneira em que descrevi tudo está no Stick Control, portanto acho que serve para citar exemplos bem práticos, mas claro que as escolas e/ou os estilos variam. 
Aulas por Skype: chris.oyens@gmail.com
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tiagolazzarin Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar tiagolazzarin Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 09/05/14 as 23:55
Amigo,
 
Gostei de sua resposta na página anterior, penso de modo semelhante quanto às escolas. Respeito, contudo, aquelas pessoas que se filiam a uma determinada tradição ou conceito musical sem desconsiderar os demais pensamentos sobre técnica musical. No meu caso particular, não consigo visualizar uma "escola" porque minha formação técnica mais importante esteve relacionada a elementos musicais distintos. Quando toquei em escola de samba, desenvolvi uma técnica, quando estudei em conservatório, outra, quando vi vídeos por conta própria, outra ainda. A síntese de tudo isso eu que fiz, por bem ou por mal.
 
Talvez tenha insistido em erros que não teriam ocorrido se eu tivesse reservado um tempo somente para me dedicar a um modo de tocar sistematizado, como se fosse uma "escola". Quero dizer simplesmente: se eu fizesse do estudo da técnica um fim em si mesmo, talvez tivesse me aprimorado na execução de várias coisas que hoje não sou capaz de fazer. Por outro lado, não me preocupo com isso porque, de algum modo, o estudo técnico que fiz me conduziu ao lugar que eu estou hoje e estou satisfeito com isso. Eu admiro bateristas técnicos, mas não são a minha principal fonte de inspiração.
 
Resumindo, me preocupo com conceitos técnicos e musicais e com suas origens. Mas não tenho preocupação em reuni-los de modo definitivo em uma escola. Muito embora eu reconheça vantagens em estudar um paradigma "x" de técnica musical e entender todas as conexões internas que cada conceito possui dentro dele - por exemplo, como cada movimento se relaciona no Moeller. No entanto, considero perfeitamente viável entender os fundamentos da técnica "x" e perceber correlações com as técnicas "y", "z", etc., sem prejuízo de nenhuma delas e sem precisar escolher (por assim dizer) entre elas.
 
 


Editado por tiagolazzarin - 10/05/14 as 00:01
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hugo_stos Ver Drop Down
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Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:



...
Quanto ao Wilcoxon (150 solos), é um livro de exercícios excelente para desenvolver a leitura e uma técnica limpa, mas o mais importante e principal é a maneira como você vai estudar ele e não somente ele, mas tudo que envolve bateria. A chave é COMO se estuda e não O QUE  se estuda. 
O que eu sugiro é procurar outros métodos para trabalhar junto com o Wilcoxon, pois nesse não há dinâmicas escritas e nem andamentos específicos. Existem muitos outros como o John S. Pratt que podem dar resultados interessantes para um baterista. Se você quer ir ainda mais longe tem os livros do Vic Firth (aquele professor velhinho e não a marca de baquetas que por acaso é do mesmo senhor velhinho, kkk!) e se ainda mais e  mais longe chegando ao nível pentelhésimo, tem os livros de estudos do Delecluse, porém acho que tem coisas mais importantes na bateria que trabalhar esse tipo de técnica.
...

Opa! Não vai embora não! Deixa eu dar um up aqui Big smile

Você mencionou acima 4 livros de estudo de caixa. Pesquisei sobre os estudos do Delecluse, depois de descobrir que é um requisito para ingressar no curso de percussão erudita da ULM (ou EMESP). O que você quis dizer com "tem coisas mais importantes na bateria que trabalhar esse tipo de técnica"?

Agora a pergunta mais importante: já que a "chave é COMO se estuda e não O QUE  se estuda", você poderia explicar melhor esse "como"? Isso engloba tempo investido, método, plano, postura, técnica? Você pode falar sobre isso (um mini tutorial...rs)? O que você diria para alguém que quer estudar caixa clara a fundo?

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Amigo Ver Drop Down
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Originalmente postado por hugo_stos hugo_stos escreveu:

[QUOTE=Amigo]

...

Opa! Não vai embora não! Deixa eu dar um up aqui Big smile

Você mencionou acima 4 livros de estudo de caixa. Pesquisei sobre os estudos do Delecluse, depois de descobrir que é um requisito para ingressar no curso de percussão erudita da ULM (ou EMESP). O que você quis dizer com "tem coisas mais importantes na bateria que trabalhar esse tipo de técnica"?

Agora a pergunta mais importante: já que a "chave é COMO se estuda e não O QUE  se estuda", você poderia explicar melhor esse "como"? Isso engloba tempo investido, método, plano, postura, técnica? Você pode falar sobre isso (um mini tutorial...rs)? O que você diria para alguém que quer estudar caixa clara a fundo?


Obrigado pela questão. 

Primeiro, sobre Delécluse e seus métodos.

Jacques Delécluse foi professor do Conservatório de Paris, além de percussionista e pianista da Orquestra de Paris. Ele é muito conhecido por ter escrito alguns vários materiais para percussão (não só para caixa, mas também para xilofone, tímpanos, vibrafone), dos mais variados tipos (estudos, métodos, leitura a primeira vista). 

Os materiais que ele escreveu que hoje são os mais conhecidos, são os estudos para caixa, pois além da musicalidade (já que ele era pianista e provavelmente se apoiava nisso nas composições para percussão), existe uma dificuldade técnica muito grande e, principalmente, se baseia em trechos de obras orquestrais. Dessa maneira, seus estudos são um "desafio" e um excelente material para um juri avaliar a musicalidade e o domínio técnico de um músico que se apresenta tanto em uma escola de música (aqui no Brasil tem a Emesp, por exemplo), quanto para Universidades, mas principalmente, para orquestras de todos os níveis (desde amador até profissional). 

Agora respondendo sobre a relação "desse" tipo de técnica para a bateria (ou até mesmo para a própria caixa, já que conheço quem critique esse tipo de material)

Como escrevi, creio que existem coisas mais importantes para se trabalhar na bateria que "esse" tipo de técnica. 

Mas o que eu quero dizer com "esse" tipo de técnica? Seria principalmente contrastes de dinâmica enormes (pp-ff), controle em dinâmicas ppp, sonoridade controlada, uma busca pela "perfeição" na execução (tanto som, quanto tempo) e estilo, além de outras coisas que são mais relacionadas com orquestra, ou seja, a função da caixa em determinada obra em meio a outros 100 músicos e você apto para tocar o texto da partitura com a regência do maestro.

E na bateria? Bom, na bateria podemos usar dos mesmos contrastes, dinâmicas, perfeição no tempo, porém, mesmo entre diferentes estilos onde podemos encontrar a bateria, creio que o mais importante seja o trabalho por camadas. Em alguns estilos é preciso mais técnica de mãos para atingir velocidade, resistência e controle, outros menos, porém sempre com o trabalho em camadas. Esse trabalho de camadas, é o controle das diferentes funções de cada peça da bateria dentro de um ritmo, ou seja, em um ritmo por exemplo de bumbo, caixa e chimbau, pensar em cada uma dessas peças como uma voz, uma linha, trabalhando a qualidade sonora e as diferentes nuances de acordo com cada estilo. No samba, por exemplo, cada instrumento tem sua função e sua dinâmica; se um instrumento começa a fazer outra linha procurando improvisar ou toca mais forte que os demais, quase sempre o resultado geral sai do planejado. Particularmente, eu não vejo essa preocupação em alguns bateristas e, quem eu vejo se preocupando com isso, são bateristas que sempre se destacam e que são chamados para diversos trabalhos. Mas tudo isso vai depender principalmente do contexto, do estilo e então podemos partir para outra discussão que é em relação ao direcionamento profissional na formação dos bateristas, ou seja, muitos bateristas são atraídos e formados com base no desafio da velocidade e da resistência, de fazer o sobre-humano, quando o mercado da música precisa de músicos e não de pessoas tecnicamente capazes, pessoas que saibam enxergar suas funções como músico tanto no seu próprio instrumento (enxergar 6 cordas de um violão como 6 instrumentos, por exemplo) tanto no grupo no qual faz parte.   

Sobre "como" se estudar e não "o que". 

Você citou " tempo investido, método, plano, postura, técnica " . Eu creio que esses e outros são os meios que você pode utilizar para chegar em um resultado que é a adaptação do seu instrumento em um contexto. Pode ser necessário acompanhar as nuances de outro músico, ou então tocar muito forte e muito rápido, ou então manter um ritmo estável sem alterações; tudo vai depender do contexto. Eu acho que hoje em dia o nível técnico cresceu demais pela quantidade de pessoas que têm acesso à informação, porém tudo parece uma corrida, uma competição por técnica, já que todos querem o reconhecimento profissional e a forma mais clara de se fazer isso na música é através da matemática do correto, do objetivo. É possível fazer semicolcheias com uma mão à 140bpm, como é possível tocar um groove complexo. Isso é a matemática. Já quando falamos em música, o termo envolve uma relação complexa entre essa matemática e você pode até tentar traduzir com palavras como "acentuação métrica, ceder o ritmo, rubato, respiração", mas que é muito mais difícil de colocar nessa "corrida" pelo reconhecimento de habilidades, pois não é possível gabaritar em "rubato", compreende? Isso é um problema em todas as áreas da música; no samba, na orquestra, na bateria, no choro, etc.. O nível técnico está muito alto e a busca pela perfeição é paranoica, porém as pessoas estão com dificuldades de enxergar o macro, as hierarquias em um contexto, partindo para as competições olímpicas daquilo que tem somente uma resposta: ou é rápido ou não é, ou está no tempo ou não está, etc (por exemplo)

A boa resposta de como se tornar um grande músico infelizmente ninguém tem, mas creio que buscar essa resposta seja o caminho. Acredito que hoje exista alguma dificuldade em passar pelo "como estudar" até chegar ao resultado sem se perder no caminho. Existe uma grande valorização e constante treinamento de processos e não de resultados (o músico que passa 13h por dia com seu instrumento para fazer 1h de apresentação a cada não sei quanto tempo). Seria bom, se isso não tivesse relação tão forte como tem com essa olimpíada do tocar perfeito. Outra coisa são as receitas que existem sobre como estudar. Cada pessoa pode estudar de um jeito completamente diferente da outra; isso depende da motivação, da concentração, da capacidade de análise, dos tipos de memórias que essa pessoa tem mais ativas para realizar um trabalho, etc etc etc. Dessa forma, uma pessoa pode precisar estudar um material repetitivo com uma partitura durante 4h sem parar, enquanto outra precise fazer intervalos a cada 15min e estudar diferentes materiais contrastantes sem a partitura (só para citar um exemplo). Isso varia muito de pessoa para pessoa e realmente não dá para criar padrões sobre meios de estudo. O que é muito válido, é buscar maneiras de se organizar e diferentes maneiras de trabalhar, experimentando aquilo que melhor se adéqua para você conseguir atingir seu objetivo como músico e não somente o estudar por estudar para conseguir estudar e então apresentar seu estudo, mas ao invés disso procurar meios de fazer a música mais adequada ao contexto.


Espero ter dado um caminho para a reflexão, apesar de que o único que pode criar as respostas certas é você, já que as respostas que sirvam para todos não existem!

Boa sorte, abraços!


 
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hugo_stos Ver Drop Down
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Obrigado Amigo, ajudou muito! Agora você vai me dizer se entendi.rs

Entendi que os estudos do Delécluse, embora tecnicamente avançado, rico e musical, abrange um escopo maior do que o efetivamente usado na bateria, já que o percussionista erudito lida com situações diferentes das de um baterista. Ou seja, é melhor procurar outra coisa para estudar. Que outra coisa? John Pratt?

Na sua resposta senti que você deu um enfoque muito grande no estilo. Entendi que a ênfase do estudo da bateria é o trabalho em camadas (ou seja, estude no seu kit). Esse trabalho/estudo depende do estilo? Tem que ser um estudo orientado a estilo e ao trabalho que você está realizando no momento? Ou isso depende do nível em que você se encontra? Por exemplo: um iniciante/intermediário deve focar em técnica de bateria (rudimentos, coordenação, stick control, etc) e um baterista avançado deve focar nas suas necessidades imediatas, baseadas no seu trabalho atual. Mas aí vem a pergunta: e se o estilo de hoje morrer amanhã? E se hoje a moda é frevo mas amanhã é jazz?

Concordo que muitos bateristas hoje procuram ser "atletas", competidores que tem o objetivo de apresentar resultados mensuráveis, tangíveis. E se esquecem de um pequeno detalhe: de serem músicos.

Muito obrigado!
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miguelmedvet Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar miguelmedvet Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 30/07/14 as 16:12
muito bom toda as informacões postadas, muito ricas e engrandecem nosso conhecimento sobre percurssao e bateria.

Tenho uma dúvida meio básica-

Como evitar ou bloquear a vibracao da esteira causada pelo som de algumas notas da guitarra ou baixo? mesmo esticando ao maxima a esteira isso ocorre, e caso eu queira usar uma esteira nao tão esticada, teria alguma opção q nao seja o uso de aquário?
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Fernando.Soares Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Fernando.Soares Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 31/07/14 as 00:43
Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

Originalmente postado por hugo_stos hugo_stos escreveu:

[QUOTE=Amigo]

...

Opa! Não vai embora não! Deixa eu dar um up aqui Big smile

Você mencionou acima 4 livros de estudo de caixa. Pesquisei sobre os estudos do Delecluse, depois de descobrir que é um requisito para ingressar no curso de percussão erudita da ULM (ou EMESP). O que você quis dizer com "tem coisas mais importantes na bateria que trabalhar esse tipo de técnica"?

Agora a pergunta mais importante: já que a "chave é COMO se estuda e não O QUE  se estuda", você poderia explicar melhor esse "como"? Isso engloba tempo investido, método, plano, postura, técnica? Você pode falar sobre isso (um mini tutorial...rs)? O que você diria para alguém que quer estudar caixa clara a fundo?


Obrigado pela questão. 

Primeiro, sobre Delécluse e seus métodos.

Jacques Delécluse foi professor do Conservatório de Paris, além de percussionista e pianista da Orquestra de Paris. Ele é muito conhecido por ter escrito alguns vários materiais para percussão (não só para caixa, mas também para xilofone, tímpanos, vibrafone), dos mais variados tipos (estudos, métodos, leitura a primeira vista). 

Os materiais que ele escreveu que hoje são os mais conhecidos, são os estudos para caixa, pois além da musicalidade (já que ele era pianista e provavelmente se apoiava nisso nas composições para percussão), existe uma dificuldade técnica muito grande e, principalmente, se baseia em trechos de obras orquestrais. Dessa maneira, seus estudos são um "desafio" e um excelente material para um juri avaliar a musicalidade e o domínio técnico de um músico que se apresenta tanto em uma escola de música (aqui no Brasil tem a Emesp, por exemplo), quanto para Universidades, mas principalmente, para orquestras de todos os níveis (desde amador até profissional). 

Agora respondendo sobre a relação "desse" tipo de técnica para a bateria (ou até mesmo para a própria caixa, já que conheço quem critique esse tipo de material)

Como escrevi, creio que existem coisas mais importantes para se trabalhar na bateria que "esse" tipo de técnica. 

Mas o que eu quero dizer com "esse" tipo de técnica? Seria principalmente contrastes de dinâmica enormes (pp-ff), controle em dinâmicas ppp, sonoridade controlada, uma busca pela "perfeição" na execução (tanto som, quanto tempo) e estilo, além de outras coisas que são mais relacionadas com orquestra, ou seja, a função da caixa em determinada obra em meio a outros 100 músicos e você apto para tocar o texto da partitura com a regência do maestro.

E na bateria? Bom, na bateria podemos usar dos mesmos contrastes, dinâmicas, perfeição no tempo, porém, mesmo entre diferentes estilos onde podemos encontrar a bateria, creio que o mais importante seja o trabalho por camadas. Em alguns estilos é preciso mais técnica de mãos para atingir velocidade, resistência e controle, outros menos, porém sempre com o trabalho em camadas. Esse trabalho de camadas, é o controle das diferentes funções de cada peça da bateria dentro de um ritmo, ou seja, em um ritmo por exemplo de bumbo, caixa e chimbau, pensar em cada uma dessas peças como uma voz, uma linha, trabalhando a qualidade sonora e as diferentes nuances de acordo com cada estilo. No samba, por exemplo, cada instrumento tem sua função e sua dinâmica; se um instrumento começa a fazer outra linha procurando improvisar ou toca mais forte que os demais, quase sempre o resultado geral sai do planejado. Particularmente, eu não vejo essa preocupação em alguns bateristas e, quem eu vejo se preocupando com isso, são bateristas que sempre se destacam e que são chamados para diversos trabalhos. Mas tudo isso vai depender principalmente do contexto, do estilo e então podemos partir para outra discussão que é em relação ao direcionamento profissional na formação dos bateristas, ou seja, muitos bateristas são atraídos e formados com base no desafio da velocidade e da resistência, de fazer o sobre-humano, quando o mercado da música precisa de músicos e não de pessoas tecnicamente capazes, pessoas que saibam enxergar suas funções como músico tanto no seu próprio instrumento (enxergar 6 cordas de um violão como 6 instrumentos, por exemplo) tanto no grupo no qual faz parte.   

Sobre "como" se estudar e não "o que". 

Você citou " tempo investido, método, plano, postura, técnica " . Eu creio que esses e outros são os meios que você pode utilizar para chegar em um resultado que é a adaptação do seu instrumento em um contexto. Pode ser necessário acompanhar as nuances de outro músico, ou então tocar muito forte e muito rápido, ou então manter um ritmo estável sem alterações; tudo vai depender do contexto. Eu acho que hoje em dia o nível técnico cresceu demais pela quantidade de pessoas que têm acesso à informação, porém tudo parece uma corrida, uma competição por técnica, já que todos querem o reconhecimento profissional e a forma mais clara de se fazer isso na música é através da matemática do correto, do objetivo. É possível fazer semicolcheias com uma mão à 140bpm, como é possível tocar um groove complexo. Isso é a matemática. Já quando falamos em música, o termo envolve uma relação complexa entre essa matemática e você pode até tentar traduzir com palavras como "acentuação métrica, ceder o ritmo, rubato, respiração", mas que é muito mais difícil de colocar nessa "corrida" pelo reconhecimento de habilidades, pois não é possível gabaritar em "rubato", compreende? Isso é um problema em todas as áreas da música; no samba, na orquestra, na bateria, no choro, etc.. O nível técnico está muito alto e a busca pela perfeição é paranoica, porém as pessoas estão com dificuldades de enxergar o macro, as hierarquias em um contexto, partindo para as competições olímpicas daquilo que tem somente uma resposta: ou é rápido ou não é, ou está no tempo ou não está, etc (por exemplo)

A boa resposta de como se tornar um grande músico infelizmente ninguém tem, mas creio que buscar essa resposta seja o caminho. Acredito que hoje exista alguma dificuldade em passar pelo "como estudar" até chegar ao resultado sem se perder no caminho. Existe uma grande valorização e constante treinamento de processos e não de resultados (o músico que passa 13h por dia com seu instrumento para fazer 1h de apresentação a cada não sei quanto tempo). Seria bom, se isso não tivesse relação tão forte como tem com essa olimpíada do tocar perfeito. Outra coisa são as receitas que existem sobre como estudar. Cada pessoa pode estudar de um jeito completamente diferente da outra; isso depende da motivação, da concentração, da capacidade de análise, dos tipos de memórias que essa pessoa tem mais ativas para realizar um trabalho, etc etc etc. Dessa forma, uma pessoa pode precisar estudar um material repetitivo com uma partitura durante 4h sem parar, enquanto outra precise fazer intervalos a cada 15min e estudar diferentes materiais contrastantes sem a partitura (só para citar um exemplo). Isso varia muito de pessoa para pessoa e realmente não dá para criar padrões sobre meios de estudo. O que é muito válido, é buscar maneiras de se organizar e diferentes maneiras de trabalhar, experimentando aquilo que melhor se adéqua para você conseguir atingir seu objetivo como músico e não somente o estudar por estudar para conseguir estudar e então apresentar seu estudo, mas ao invés disso procurar meios de fazer a música mais adequada ao contexto.


Espero ter dado um caminho para a reflexão, apesar de que o único que pode criar as respostas certas é você, já que as respostas que sirvam para todos não existem!

Boa sorte, abraços!


 

Eu fico 2 dias sem acessar o forum. Quando volto, me deparo com o melhor post que ja vi nessas tantas paginas.

Demais! Tive que citar na integra. Pardal que me perdoe, mas isso tem que ser multiplicado. Tanto a pergunta quanto a resposta me fez abrir a cabeça mais ainda! Depois dessa, vou encarar meu Pad!

ClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClap


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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Ariomester Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 31/07/14 as 01:11
Vou aproveitar o tópico e tirar uma dúvida!

Eu postei esse assunto no drummerworld, vou deixar o link abaixo (com as imagens).

Lá na faculdade (UFMG) o pessoal conseguiu uma cópia de um livro de peças para caixa todo em russo. Ninguém entre a gente lê russo então a gente chama de "livro russo". No drummerworld me disseram que o autor é Vasily Osadchuk. Se tiver mais informações sobre ele, agradeço! 






Editado por Ariomester - 31/07/14 as 01:15
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giovanni. Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar giovanni. Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 31/07/14 as 04:24
Um fato que tem um pouco a ver com o tópico e que me animou bastante, haha:

Ontem percebi que aqui em minha cidade estava aparecendo em alguns pontos, grupos de pessoas que pareciam serem de outros países. Fiquei intrigado querendo saber quem eram e de onde eram, haha. Outra coisa que me intrigava nos últimos dias era que em alguns lugares da cidade, principalmente perto de minha casa, dava pra escultar bandas tocando o dia inteiro!
Foi aí que um amigo baterista me disse que está rolando aqui nada mais nada menos que o Campeonato Mundial de Bandas de Marcha e Show! 
Achei muito legal e estou extremamente animado pra ir ver amanhã.
Mais informações: http://braganca.sp.gov.br/v2/?p=7998
Vamos lá rapaz; Vamos lá menino; Vamos todos; FUTEBOL É BRAGANTINO!!
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Originalmente postado por hugo_stos hugo_stos escreveu:

Obrigado Amigo, ajudou muito! Agora você vai me dizer se entendi.rs

Entendi que os estudos do Delécluse, embora tecnicamente avançado, rico e musical, abrange um escopo maior do que o efetivamente usado na bateria, já que o percussionista erudito lida com situações diferentes das de um baterista. Ou seja, é melhor procurar outra coisa para estudar. Que outra coisa? John Pratt?

Na sua resposta senti que você deu um enfoque muito grande no estilo. Entendi que a ênfase do estudo da bateria é o trabalho em camadas (ou seja, estude no seu kit). Esse trabalho/estudo depende do estilo? Tem que ser um estudo orientado a estilo e ao trabalho que você está realizando no momento? Ou isso depende do nível em que você se encontra? Por exemplo: um iniciante/intermediário deve focar em técnica de bateria (rudimentos, coordenação, stick control, etc) e um baterista avançado deve focar nas suas necessidades imediatas, baseadas no seu trabalho atual. Mas aí vem a pergunta: e se o estilo de hoje morrer amanhã? E se hoje a moda é frevo mas amanhã é jazz?

Concordo que muitos bateristas hoje procuram ser "atletas", competidores que tem o objetivo de apresentar resultados mensuráveis, tangíveis. E se esquecem de um pequeno detalhe: de serem músicos.

Muito obrigado!

Olá Hugo. Desculpa pela demora (estou de férias!!)

Sim, creio que estudar o conteúdo dos livros de Delecluse seja ter informações demais para usar na bateria, mas é possível, aliás, você pode estudar qualquer coisa (mesmo) e tudo isso ser usado na bateria (já conheci percussionistas que foram pra aulas de violino para "abrir a cabeça" para muitos dos problemas da percussão, enfim...). O que talvez seja uma preocupação é a hierarquia e direcionamento desse conteúdo pra você ser o baterista que você espera. Não quero dizer besteira ou ser pedante, mas podemos voltar ao básico e concordar que quando o assunto é bateria, a principal coisa é tempo e groove, camadas (cada instrumento como uma "voz" que precisa de uma equalização dentro do groove de maneira a criar sentido musical); outras vezes é energia, resistência, velocidade (quando a bateria tem maior posição de solista). Dessa forma, é difícil passar estudos de controle técnico de súbitos pianíssimos e articulação perfeita de uma apojatura dupla na frente de tudo isso, concorda? Mas tudo é relativo.

Sobre as camadas, eu diria que é mais "ouça seu kit" do que "estude nele". Digo isso porque talvez os bateristas não sejam completamente conscientes de que existem várias permutações/combinações de colcheias no chimbau de acordo com a parte do chimbau utilizada ou da baqueta, por exemplo. Fora isso, tem a dinâmica de cada nota. Isso faz diferença e não depende só do estilo, mas também da acústica do lugar, do microfone, to tipo de prato ou tambor usado, tipo de baquetas. Esse leque de coisas exige que você esteja preparado com uma certa maturidade profissional para entender como cada giro de um parafuso pode mudar seu resultado.

Sobre o que estudar em cada nível (iniciante, intermediário, avançado). Eu diria que se você sente necessidade de estudar, estude, não tem outra regra. Porém, em alguma parte do caminho os problemas vão deixarem de serem com os toques duplos, com a maneira de segurar por causa da "pinça" ou se está no tempo, ou etc. e vão passar a serem com a música, como o que você toca tem relação com aquilo que o baixista toca, quando acontece os contrastes, como isso tudo equilibra, como você pode contribuir de uma maneira artística pessoal pro seu trabalho e quanto público ou vendas terá seu trabalho. Porém, não posso dar certeza de que isso vai acontecer um dia com todo mundo, e talvez tem gente que comece a tocar já com essas questões. O que eu sugiro é pensar sobre tudo isso e por à prova. Por exemplo, no seu próximo show como baterista tente imaginar o que é mais importante para o público, o que é mais importante para os músicos que tocam com você e compare tudo isso com aquilo que é mais importante para você, além de comparar como tudo isso tem relação com o cenário musical e a sua projeção para o futuro como músico. Converse com amigos que estão há muito tempo na área, sei lá, Carlos Bala, Kiko Freitas, Edu Ribeiro, Cuca Teixeira. Esses são bons bateristas dentre tantos outros feras no Brasil. Se após tudo isso sua grande preocupação for como segurar a baqueta, pode ser que tenha algo errado!

Sobre você trabalhar um estilo que pode mudar amanhã: seja musical e esteja em forma! A musicalidade você não perde, é uma mistura de bom gosto de matemática. Se você estiver em forma para tocar a música que você tem em mente, perfeito! Como são trabalhos novos, você terá que escutar, analisar e conhecer muito sobre a música que você vai tocar, seja jazz, rock ou frevo. Se você tiver problemas, será por conta de um hábito criado, mas você também irá ter que trabalhar muito nisso. Talvez alguns estilos sejam muito diferentes, mas veja como Cuca Teixeira tocava funk antigamente e veja como ele toca jazz hoje, não é bonito e funciona super bem? E o baterista do Journey, aquela banda de Rock, o Steve Smith? Ele também não toca um pouco diferente do que antigamente? 

Creio sim que muitos bateristas procuram ser atletas ou malabaristas, porém é escolha de cada um. Eu gosto de atletas e torço nas olimpíadas, assim como é muito divertido ir a um bom circo e impressionante ver os malabarista darem aquele show de destreza que envolve muita disciplina, é motivador! Acho que cada coisa se encaixa em um contexto e não dá pra sair generalizando as coisas a torto e à direita, criando padrões para as coisas acontecerem de um único jeito. Acho que o maior privilégio na música é a riqueza!

Abração!
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Originalmente postado por Ariomester Ariomester escreveu:

Vou aproveitar o tópico e tirar uma dúvida!

Eu postei esse assunto no drummerworld, vou deixar o link abaixo (com as imagens).

Lá na faculdade (UFMG) o pessoal conseguiu uma cópia de um livro de peças para caixa todo em russo. Ninguém entre a gente lê russo então a gente chama de "livro russo". No drummerworld me disseram que o autor é Vasily Osadchuk. Se tiver mais informações sobre ele, agradeço! 



Puxa, obrigado por compartilhar isso! Eu não tenho contato com esse material, mas com certeza me lembra as partes orquestrais de Prokofiev, como "O Tenente Kijé" e o "Pedro e o Lobo". Obrigado por compartilhar! Sobre literatura de orquestra, eu gosto bastante do livro de estudos do Knauer. É simples, útil e preciso!

Abraços!
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Originalmente postado por miguelmedvet miguelmedvet escreveu:

muito bom toda as informacões postadas, muito ricas e engrandecem nosso conhecimento sobre percurssao e bateria.

Tenho uma dúvida meio básica-

Como evitar ou bloquear a vibracao da esteira causada pelo som de algumas notas da guitarra ou baixo? mesmo esticando ao maxima a esteira isso ocorre, e caso eu queira usar uma esteira nao tão esticada, teria alguma opção q nao seja o uso de aquário?

Legal sua questão. Não é básica! Pode perceber que não são só os outros instrumentos que fazem a esteira vibrar, mas todos os intrumentos da sua própria bateria também soam como se tivessem esteira! 

Em várias situações a esteira da caixa pode atrapalhar sim (principalmente na orquestra, mas também em situações de gravações ou show/concertos em lugares pequenos e sem microfonação.

Microfones: O técnico de som pode ajustar o microfone para não captar esse zumbido da esteira.

Tipo de esteira: Esteiras em aspiral são as que respondem mais às vibrações. Existem outros tipos de esteira que diminuem, como o aço liso (parece como corda de violão e chamam de gut snares), o plástico e ainda outras. Creio que seja inviável pra você trocar a esteira e experimentar, pois além de ter que comprar e ser difícil de achar, vai mudar o som da sua caixa.

Afinação da pele/frequência: Como você escreveu, são algumas notas dos outros instrumentos que fazem vibrar. Isso porque a combinação da pele de ataque com a pele de resposta, respondem bem à determinadas frequências. Você pode cantar as notas com a boca próxima da pele para encontrá-las. A partir disso experimentar outras combinações diferentes e ver o que acontece.

Afinação da pele/tensão dos parafusos: Nem sempre quando dois pontos da pele soam iguais significa que estão com a mesma tensão. Pegue uma régua e veja a distância do extremo do aro até embaixo da pele. Se não estiver igual, a esteira não vai assentar por igual e vai vibrar mais que o normal. 

Pedal de caixa: Existe uma caixa da marca Koberg que vem com um pedal. Sempre que for tocar você precisa pressionar o pedal para acionar a esteira. Na bateria isso é inviável. 

Preparar a esteira: Experimente pegar pequenos pedaços de papel sufite, dobrar e colocar em pontos diferentes da esteira. Veja se isso funciona.

Desligar a esteira: Se você tem um modelo de automático simples e silencioso, pode começar a desligar a esteira da caixa em todos os silêncios possíveis. Isso é o mais indicado.

Retorno do som/Caixas/Fone de ouvido: Se o som dos outros instrumentos não chegam na caixa, ela não vai vibrar. Você pode reduzir isso com o posicionamento das caixas ou uso do fone de ouvido. 


Espero ter ajudado. Se tiver outras ideias, conte pra gente!

Abraços!!


Editado por Amigo - 23/08/14 as 19:52
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miguelmedvet Ver Drop Down
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Sim ajudou muito mesmo, obrigado pelas dicas são sempre úteis para estarmos sempre aprendendo!
Valeu mesmo
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Obrigado Amigo! Você já escreveu algum livro ou matéria/coluna pra alguma publicação?
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Originalmente postado por hugo_stos hugo_stos escreveu:

Obrigado Amigo! Você já escreveu algum livro ou matéria/coluna pra alguma publicação?

Olá Hugo. Até agora não. Eu só realizei um trabalho de pesquisa em 2012 sobre metodologias de estudo da caixa-clara no contexto orquestral, mas foi um trabalho com uma linguagem bem acadêmica e os resultados não foram publicados. Por enquanto ainda não escrevi artigos, mas eu gostaria sim em algum momento!

Abraços!
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Vou colocar alguns vídeos de tempos em tempos para esquentarmos nossas discussões!

http://www.drummerworld.com/Videos/stevesmithfinesnaremd03.html

Esse eu já vi há algum tempo. Achei interessante alguns pontos no vídeo e gostaria que vocês refletissem comigo segundo algumas questões, além de sugerirem outras.  

Vou separar esses pontos em "técnicos" e "musicais", porém é só para nosso melhor entendimento, pois o que é técnica e o que é música pode não ter um sentido fixo. 

Técnica:

- Qual é o relaxamento que Steve Smith usa para tocar em dinâmicas baixas (mp, p, pp)?
- Como ficam os dedos dele quando estão em dinâmicas baixas? (olhem o dedo mínimo da mão direita!)
- O que ele movimenta mais para fazer o "buzz roll"? Os dedos, o pulso ou o braço? Em que sentido acontece esse movimento? De dentro para fora ou de fora para dentro?
- Qual o resultado que ele consegue com esse posicionamento no piano? Se ele mudasse, poderia conseguir um melhor aproveitamento? Em que contexto ele poderia utilizar esse resultado?
- Como ele se movimenta para tocar forte? Como se movimentam os dedos, pulsos e braços? 
- Esse movimento no forte acontece de dentro pra fora ou de fora pra dentro? 
- Será que o rebote quando ele toca forte faz ficar mais fácil ou mais difícil de controlar? Para tocarmos piano o rebote é o mesmo? No que isso mudaria o posicionamento?
- Ele mantém bem o andamento nesse improviso? Ele usa algum gesto do corpo para isso, como os ombros, a cabeça ou os pés? Será que é possível manter bem o andamento utilizando somente o movimento das mãos? Por quê? 

Música: 

- Por que o som do centro do tambor e da borda são diferentes? Qual desses sons é mais "rico"? Quando podemos usar cada um desses sons? 
- A pele da caixa está com uma afinação mais aguda ou mais grave?
- Como soa a esteira da caixa? Mais presa ou mais solta? De acordo com esse som, como você imagina que poderia ser a esteira que ele utiliza?
- Se colocarmos a esteira na horizontal em relação ao corpo, iremos separar as baquetas para tocar piano na borda da caixa (de acordo com o que ele diz no vídeo sobre tocar em cima da esteira), sendo que cada mão vai para um lado da caixa. De que jeito isso muda o som? Qual as vantagens de usar a esteira na vertical?
- Como ele faz as acentuações no improviso? Ele usa muita aceleração no movimento ou muita distância em relação ao tambor? A diferença entre essas duas maneiras poderia mudar o som? De que jeito? 
- Para ressaltar as acentuações tocando forte, com que frequência ele usa os rimshots? 
 
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hugo_stos Ver Drop Down
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Técnica:

- Qual é o relaxamento que Steve Smith usa para tocar em dinâmicas baixas (mp, p, pp)?
Pra mim não estava muito relaxado não, olha só a coluna torta dele, os ombros desalinhados. Pra mim a postura não está correta e isso gera tensão. A postura dele fica assim em 99% do vídeo. Nas dinâmicas baixas ele tenciona ainda mais os ombros. Esse não é o primeiro vídeo em que vejo alguém tocando com traditional e que tem essa postura torta. Teve uma discussão no fórum sobre um vídeo do Colaiuta, em que ele estava com essa mesma postura. Pra mim isso é um problema e ponto!

- Como ficam os dedos dele quando estão em dinâmicas baixas? (olhem o dedo mínimo da mão direita!)
O dedo mínimo abre em dinâmicas baixas e fecha quando toca mais forte. Não sei bem o motivo disso, se é um vicio, enfim...

- O que ele movimenta mais para fazer o "buzz roll"? Os dedos, o pulso ou o braço? Em que sentido acontece esse movimento? De dentro para fora ou de fora para dentro?
Usa mais os braços. Entendo que, em dinâmicas menores e que exigem mais controle, o uso dos braços é maior. Não entendi as outras perguntas.

- Qual o resultado que ele consegue com esse posicionamento no piano? Se ele mudasse, poderia conseguir um melhor aproveitamento? Em que contexto ele poderia utilizar esse resultado?
Pra mim o uso dos braços gera maior controle nas dinâmicas baixas. Se ele usasse mais os punhos ou dedos, acho que ficaria pior nesse caso.

- Como ele se movimenta para tocar forte? Como se movimentam os dedos, pulsos e braços? 
Usa mais toque de punho e de dedos do que os braços.

- Esse movimento no forte acontece de dentro pra fora ou de fora pra dentro? 
---

- Será que o rebote quando ele toca forte faz ficar mais fácil ou mais difícil de controlar? Para tocarmos piano o rebote é o mesmo? No que isso mudaria o posicionamento?
Eu acho que, quanto mais forte, mais fácil de controlar o rebote. Pra tocar piano o rebote é diferente, a baqueta fica mais rente à superfície e usa-se mais os braços (na minha opinião!)

- Ele mantém bem o andamento nesse improviso? Ele usa algum gesto do corpo para isso, como os ombros, a cabeça ou os pés? Será que é possível manter bem o andamento utilizando somente o movimento das mãos? Por quê? 
Pra mim sim. Ele usa os pés, a cabeça e principalmente a voz. Ele canta oq está tocando! Eu acho que apenas as mãos não é o suficiente pra manter o andamento. Usando outros membros/voz ajuda não só a manter o andamento como tb ajuda na independência e criatividade. Acho que li o Gary Chester comentando isso, se não me engano.

Música: 

- Por que o som do centro do tambor e da borda são diferentes? Qual desses sons é mais "rico"? Quando podemos usar cada um desses sons? 
O som é mais rico na borda, com mais harmônicos e tal. Se não me engano foi você quem comentou que no centro, as frequências do tambor se anulam. Usa-se o centro para som mais seco, "morto" e pesado. Usa-se a borda nas dinâmicas mais baixas, ghosts, onde precisa de mais harmônicos, etc...

- A pele da caixa está com uma afinação mais aguda ou mais grave?
Pra mim tá alta.

- Como soa a esteira da caixa? Mais presa ou mais solta? De acordo com esse som, como você imagina que poderia ser a esteira que ele utiliza?
Essa eu queria muito saber!

- Se colocarmos a esteira na horizontal em relação ao corpo, iremos separar as baquetas para tocar piano na borda da caixa (de acordo com o que ele diz no vídeo sobre tocar em cima da esteira), sendo que cada mão vai para um lado da caixa. De que jeito isso muda o som? Qual as vantagens de usar a esteira na vertical?
De seco, grave e pesado, vai se tornando cada vez mais com som de esteira e com harmônicos. Com a esteira na vertical, ao executar essa separação das baquetas para as laterais, vai ter menos som de esteira.

- Como ele faz as acentuações no improviso? Ele usa muita aceleração no movimento ou muita distância em relação ao tambor? A diferença entre essas duas maneiras poderia mudar o som? De que jeito? 
Usa aceleração no movimento. Pra mim e diferença entre essas duas maneiras reflete mais na economia de movimentos (mais resultados com menos esforço) do que no som. 

- Para ressaltar as acentuações tocando forte, com que frequência ele usa os rimshots? 
50% do tempo? Ele usa bastante rimshots, mas tb usa bastante apenas o centro da caixa
 
Essa é a minha opinião de aluno!
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Up! Queria muito saber a opinião do pessoal, especialmente a do Amigo, principalmente com relação à postura e relaxamento do Steve Smith no vídeo...e também gostaria de saber como está a esteira da caixa dele!

Editado por hugo_stos - 29/09/14 as 05:38
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Olá Hugo. Desculpe por essa demora. Muitos compromissos nos últimos meses...

Vou tentar responder sua pergunta de maneira rápida. 

Sobre postura e relaxamento, eu tento não analisar de maneira crítica como alguém toca. Isso eu fazia quando comecei a estudar, buscando um posicionamento ideal, perfeito, onde tudo funcionaria e que eu pudesse estudar muito e tendo um apoio nisso para estudar e saber que tocaria muito bem se fizesse isso; funciona muito com relação à motivação! Bom, hoje eu vejo de maneira um pouco mais diferente. Quando eu analiso outros músicos tocando, eu começo primeiro ouvindo e depois vendo o resultado. Sem preconceitos eu procuro escutar e ficar aberto aos resultados; é verdade que escutamos melhor quando já temos uma bagagem anterior, pois o que eu chamo de escuta agora tem mais relação com compreender e entender do que simplesmente ouvir. Dessa forma, através da escuta e estando aberto, eu tento incorporar novas maneiras de "enxergar" os resultados e até mesmo buscar novos resultados; novos materiais mesmo, nova música, como as idéias que um compositor usa no processo de composição. Só depois então, vejo se esse resultado está ligado com algum gesto/movimento/técnica particular ou específico para aquilo. De maneira geral, hoje eu tenho como máxima o fazer o melhor me machucando o mínimo possível (relaxado, sem tensão, alongamentos, etc, tudo aquilo que já estamos cansados de saber), de maneira a passar ao público exatamente a ideia que tenho e, talvez esse último seja o principal que trabalho hoje para conseguir. 

Visto dessa maneira, vamos ao Steve Smith. O que me chama mais a atenção à primeira impressão é o uso dos braços (antebraços principalmente) contribuindo para a distribuição da força de trabalho que ele precisa e contribuindo para o relaxamento e o controle dos toques, principalmente em relação ao rebote, à segunda, terceira e outras notas posteriores ao primeiro ataque. Isso tem também relação com a altura que ele ergue as baquetas (dica! tocar erguendo o máximo possível as baquetas para a mesma dinâmica, assim você consegue mais relaxamento para maior controle e um bom gesto que vai ser melhor interpretado pelo público em relação à psicoacústica, apesar de o som de fato mudar pela dificuldade de controle da energia cinética quando ao invés de utilizarmos a distância e aceleração constante, usamos um gesto curto de pulso e uma aceleração súbita e enorme). Outra coisa que me chama a atenção é o uso dos dedos do senhor Smith. Em sua mão direita o dedo mínimo parece um pouco contraído, não? Será que é possível fazer a mesma coisa com os dedos relaxados, talvez em contato com a baqueta? Sobre a esteira, creio que seja a famosa esteira em aspiral, que dá o pshhh bem cheio e mais volume (volume, não intensidade, apesar de poder também aumentar a intensidade). Vejam outras esteiras possíveis aqui http://www.majestic-percussion.com/worldwide/images/snare/cables.jpg. Minha dica é experimentar e fugir dos padrões que todos utilizam. Notem também a pele da caixa dele, fiberskin. Na orquestra de Viena utilizam couro na caixa. Antigamente era somente o couro nos tambores (já ouviram as histórias de que quando em gravação a pele furava colocavam um chiclete?!) Como essas peles mudam o som?

O mais impressionante no Steve Smith, para mim, não é em relação à técnica, mas à liberdade de improvisação, de combinação livre de padrões e principalmente tudo isso dentro de um tempo estável e preciso. Todos podem e procuram uma boa técnica e quando começam é sinônimo de velocidade e complexidade. Buddy Rich por exemplo tem uma super técnica, não? Bem, eu conheço várias pessoas que conseguem tocar semicolcheias a 140bpm com uma mão com várias maneiras diferente (pulso, braço, push and pull, moeller, etc), mas tocar a música que vem na cabeça, cair com a mão certa na hora certa no tambor certo, ter um tempo super estável e ainda ser um showman, isso eu só vi de maneira avançada mesmo em Buddy Rich, por exemplo.

Outra dica! Você consegue cantar uma improvisão simples que você faria no pad? Quando você toca será que você consegue evocar as mesmas idéias? E se você experimentar improvisar e cantar o improviso ao mesmo tempo? 

Boa sorte!

Abraços    
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Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

 Outra coisa que me chama a atenção é o uso dos dedos do senhor Smith. Em sua mão direita o dedo mínimo parece um pouco contraído, não? Será que é possível fazer a mesma coisa com os dedos relaxados, talvez em contato com a baqueta? 

Gostaria de colocar o meu ponto de vista sobre esta questão acima. O Steve Smith estudou com o Freddie Gruber que por sua vez foi aluno do meu professor Murray Spivack (mais detalhes sobre este sistema estão no meu tópico "Método Murray Spivack" aqui no Fórum). Eu não estudei com o Sr. Gruber, mas sei que ele seguia a orientação do professor Spivack em relação ao uso da primeira dobra do terceiro dedo como fulcro para impulsionar o giro da baqueta. Murray era categórico sobre o mindinho "não servir para nada que não seja abafar o som da baqueta" na utilização de sua pegada. O dedo anelar podia ser utilizado para assistir as mãos (na pegada combinada) a frear a baqueta após um acento muito forte, mas a recomendação era também de evitar a utilização deste dedo na maior parte dos toques. Isto permite às baquetas a emissão de um número maior de transientes, um som mais aberto e encorpado. Portanto, existe uma coerência no posicionamento que o Steve está utilizando com os mindinhos mais recolhidos na hora dos rulos fechados (bem no início do vídeo). Podem reparar que mais tarde durante o improviso com rulos, acentos, etc... os mindinhos não estão mais recolhidos. Esta é a mesma estratégia que eu utilizo, é uma forma de evitar o contato dos dedos anelares e mindinhos na hora dos rulos fechados. 
 


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Obrigado pelas informações Chris Oyens. 

Quero colocar algumas questões para o senhor, se me permite. 

Em relação à "dobra do terceiro dedo como fulcro para impulsionar o giro da baqueta", eu gostaria de saber ao que o senhor se refere ao usar o termo "fulcro", se seria na verdade um impulso, ou então seria o sentido de fulcro da física usado para se referir ao ponto fixo de um sistema de alavancas? Creio que o termo possa criar confusão porque sei que existe o hábito de empregar termos da física que acabam com o tempo significando outra coisa. Na dúvida eu prefiro não usar, pois o que fazemos pode ser explicado muito bem pela física, porém é muito mais simples do que a complexidade dessas explicações, além do tempo que perdemos com o processo e fugindo da direção da música, que é o nosso metier na verdade. 
Outra coisa que eu gostaria de saber é de que maneira a baqueta gira e por que isso precisa acontecer. 

Sobre "não servir para nada que não seja abafar o som da baqueta" e " Isto permite às baquetas a emissão de um número maior de transientes, um som mais aberto e encorpado"eu gostaria de saber o que exatamente o senhor ou seu professor chama de "som da baqueta", de que maneira esse som interfere no som do instrumento e por quê a diferença se torna relevante no resultado. Eu não entendi quando o senhor escreve sobre transientes e acredito que a palavra não seja exatamente essa, pois não foram muitas as vezes que escutei esse termo; na verdade somente na aula de acústica na faculdade para falar de um assunto um tanto complexo, relacionado com os transientes da onda sonora, os transientes da fala, modelagem de transientes, etc.

Uma última dúvida é em que tipo de pesquisa se baseou seu professor ou Freddie Gruber para formar essa escola de técnica aluno/professor que o senhor cita. Tem relação em como eles fazem a mesma coisa (o material que ja vi de Freddie Gruber por exemplo não me levou a crer que ele tenha uma exímia habilidade com as baquetas) ou então tem mais a ver com a relação de pedagogos para com seus alunos? Eu sempre ouvi falar da disciplina de Murray Spivack para com seus alunos e a mesma coisa com Freddie Gruber, o que leva o aluno a se auto descobrir e descobrir então o melhor caminho, mas a ideia de empregar uma única maneira ideal de fazer algo, isso me deixa um pouco desconfiado. Ja tive e ainda tenho professores tidos como "melhores do mundo" com os melhores trabalhos, melhores prêmios internacionais e carreiras impressionantes mesmo, mas quase todos seus alunos, assim como eu, não pegam na baqueta do mesmo jeito. O que esses grandes músicos e na maior parte das vezes também grandes pedagogos imprimem em seus alunos é na construção de um processo para achar então o melhor processo de maneira inteligente para determinado fim. Tenho inúmeros exemplos, só para citar um, alunos de Debussy não compõem como Debussy ou ao menos não precisam, mas precisam saber como funcionam as regras da composição. Assim creio que como existem os excelentes músicos, há também os excelentes pedagogos e que fazem os alunos encontrarem as respostas, mas não impõem as respostas aos alunos a menos que seja algo óbvio relacionado à física do tocar. 

De toda forma, ao final de tudo o que importa é tocar a música. Falar de frase, respiração, aceleração, precisão, coesão etc, ocupa toda uma vida, muito mais do que aonde a gente vai colocar o dedo. Porém garanto que escrever um livro sobre técnica de bateria vai vender mais que um livro sobre técnicas de contraponto, não? 

Abraços  

   


 


Editado por Amigo - 06/11/14 as 02:34
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Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

 

Em relação à "dobra do terceiro dedo como fulcro para impulsionar o giro da baqueta", eu gostaria de saber ao que o senhor se refere ao usar o termo "fulcro", se seria na verdade um impulso, ou então seria o sentido de fulcro da física usado para se referir ao ponto fixo de um sistema de alavancas? Creio que o termo possa criar confusão porque sei que existe o hábito de empregar termos da física que acabam com o tempo significando outra coisa. Na dúvida eu prefiro não usar, pois o que fazemos pode ser explicado muito bem pela física, porém é muito mais simples do que a complexidade dessas explicações, além do tempo que perdemos com o processo e fugindo da direção da música, que é o nosso metier na verdade. 
Outra coisa que eu gostaria de saber é de que maneira a baqueta gira e por que isso precisa acontecer. 

Sim o termo é relativo à física mecânica. O fulcro com a definição que o professor Spivack me passou me foi explicado como o "ponto em que a baqueta gira/muda de direção". No dicionário informal online está como "eixo sobre que gira qualquer objeto". A importância do fulcro nas minha aulas é que consigo dar para o aluno um ponto para ele focar no rebote com grande eficiência. Funcionou muito bem para mim esta explicação e funciona para eles também. Não concordo com tudo o que vc escreveu sobre emprestar termos para o entendimento de técnica. Meus alunos são pessoas capazes e inteligentes e entendem muito bem este e outros termos que utilizo de física mecânica. 

Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

 

Sobre "não servir para nada que não seja abafar o som da baqueta" e " Isto permite às baquetas a emissão de um número maior de transientes, um som mais aberto e encorpado"eu gostaria de saber o que exatamente o senhor ou seu professor chama de "som da baqueta", de que maneira esse som interfere no som do instrumento e por quê a diferença se torna relevante no resultado. Eu não entendi quando o senhor escreve sobre transientes e acredito que a palavra não seja exatamente essa, pois não foram muitas as vezes que escutei esse termo; na verdade somente na aula de acústica na faculdade para falar de um assunto um tanto complexo, relacionado com os transientes da onda sonora, os transientes da fala, modelagem de transientes, etc. 

Novamente você supôs errado. Transiente é o aspecto transitório em um sinal acústico. Portanto, quis simplificar utilizando uma expressão que utilizo muito em produção dentro do estúdio com os técnicos que trabalham comigo. Mais transientes significa mais detalhes acústicos, maior riqueza sonora. 

Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

 

Uma última dúvida é em que tipo de pesquisa se baseou seu professor ou Freddie Gruber para formar essa escola de técnica aluno/professor que o senhor cita. Tem relação em como eles fazem a mesma coisa (o material que ja vi de Freddie Gruber por exemplo não me levou a crer que ele tenha uma exímia habilidade com as baquetas) ou então tem mais a ver com a relação de pedagogos para com seus alunos? Eu sempre ouvi falar da disciplina de Murray Spivack para com seus alunos e a mesma coisa com Freddie Gruber, o que leva o aluno a se auto descobrir e descobrir então o melhor caminho, mas a ideia de empregar uma única maneira ideal de fazer algo, isso me deixa um pouco desconfiado. Ja tive e ainda tenho professores tidos como "melhores do mundo" com os melhores trabalhos, melhores prêmios internacionais e carreiras impressionantes mesmo, mas quase todos seus alunos, assim como eu, não pegam na baqueta do mesmo jeito. O que esses grandes músicos e na maior parte das vezes também grandes pedagogos imprimem em seus alunos é na construção de um processo para achar então o melhor processo de maneira inteligente para determinado fim. Tenho inúmeros exemplos, só para citar um, alunos de Debussy não compõem como Debussy ou ao menos não precisam, mas precisam saber como funcionam as regras da composição. Assim creio que como existem os excelentes músicos, há também os excelentes pedagogos e que fazem os alunos encontrarem as respostas, mas não impõem as respostas aos alunos. 
 

Respeitosamente discordo de tudo o que vc colocou acima. Como coloquei na minha mensagem nunca estudei com o Freddie Gruber, mas estudei com seu professor Murray Spivack, um gênio incontestável. Murray jamais ganhou algum prêmio, não que eu saiba pelo menos a não ser o Oscar, pois ele foi um dos grandes engenheiros de som do cinema em Los Angeles. Murray foi professor de técnica do Louie Bellson, Chuck Flores, Vinnie Colaiuta, David Garibaldi, entre muitos outros. Ele também foi o professor do Mitchel Peters da orquestra sinfônica de Los Angeles como também do Frank Epstein da orquestra sinfônica de Boston e de vários vencedores de campeonatos de rudimental drumming (estes eu não decorei os nomes, pois é um estilo de bateria que nunca tive grande interesse). Amigo, vc conhece algum outro professor com um currículo remotamente similar ao que passei acima?

Se você ou algum leitor deste tópico quiser mais informações a respeito do método Spivack, peço que acompanhem o meu tópico neste fórum de discussão. Não vou ficar repetindo aqui as mesmas coisas que escrevo ali. Queria apenas colocar a minha opinião do porquê de o Steve Smith afastar os mindinhos na execução dos rulos fechados. Eu faço o mesmo que ele. 

Uma sugestão: gostaria imensamente que vc se identificasse. Não vou mais escrever aqui chamando-lhe de "amigo", pois já passei dos 14 anos. Fora isto, gosto de tudo o que descreve nos seus posts sobre caixa e como devemos privilegiar o som sempre, o mestre Spivack partia do mesmo ponto.

E por favor não me chame mais de "senhor"!! Abraços



Editado por chrisoyens - 06/11/14 as 03:14
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Bom Chris, me sinto mal tentando ajudar da maneira mais inteligente possível e você vir com esse tipo de argumento para vender produtos da Shop Time; desculpe, mas é como sinto e isso tira minha motivação de escrever aqui. Não tenho tempo nenhum e não hesito em parar a qualquer momento.

Meu intuito aqui é ajudar como você deve ter lido na minha primeira postagem. 

Eu não venho aqui para divulgar e nem vender nada. 

Também não quero que ninguém concorde comigo, pois não defendo nenhuma ideia, só aquilo que é verdade, que apesar de ser verdade também é relativo.

Através de questões quase sempre sem respostas eu tento direcionar o leitor da mesma maneira como um dia senti a necessidade de ser direcionado. 

A fórmula pronta e mágica a gente compra com alguns dólares em qualquer livraria. (Eu por exemplo paguei alguns dólares no dvd em que Spivack dá uma aula para Louis Belson). Esses materiais vem com um pedantismo enorme com pessoas usando termos errados, emprestando termos da física sem ter nenhum domínio, afinal demonstrar conhecimento técnico com as palavras impressiona os alunos e vende mais; é assim que funciona. Um hipnólogo pode te assegurar isso e te explicar melhor. 

Prefiro não comentar sobre sua definição de transientes porque não trabalho com acústica musical, mas posso lhe assegurar que seu conceito se relaciona a outra palavra mais simples que transientes (sugiro que leia o livro de acústica do Flo Menezes)

Sobre o currículo de seu professor, realmente não estou interessado (e ainda tento entender qual a finalidade disso, mas me parece que é justamente para tentar justificar a informação que você não tem conhecimento suficiente para explicar), mas prefiro comentar pois percebi um tom de agressividade e ironia em seu comentário (desagradável de ler pois não vejo utilidade). Esse currículo que para você parece genial é somente uma referência. Não é o suficiente para seu professor postular para uma vaga em uma grande instituição. Se fosse, seria para dar aulas de bateria. Qual é o máximo que ganha um professor de bateria na melhor das instituições? Em outra visão, seu professor foi genial porque revolucionou a maneira de segurar na baqueta e ensinou o baterista do Frank Zappa a fazer o mesmo (genial??). Realmente quanto você cita currículo e descreve o que seu professor fez eu fico um pouco consternado. Espero que você consiga sustentar seu ego com isso. (parece que sim)

Você me faz entender que eu sugiro que os leitores tenham 14 anos quando me apresento como amigo. Isso nem sequer passou pela minha cabeça. O fato de entrar como Amigo é justamente para ajudar, pois não venho aqui vender meu nome, dizer para estudarem comigo, comprarem meu dvd, verem meus vídeos, falarem de mim no Facebook, fazer fama e fortuna. Não é para isso que estou aqui. Se o que tenho escrito não o ajuda, sugiro simplesmente não ler, simples. Mas se ajuda, é indiferente se é escrito por amigo ou pelo Alfredo, não? Ou será que se sente com 14 anos porque alguém com nome Amigo está entortando a ciência do tambor que você pensava que conhecia e você se sente um pouco como um aluno?

Olha o tempo que perco com pilhas de partituras para trabalhar, família, etc. Ao mesmo tempo que escrevo essas coisas desnecessárias estou ouvindo a mixagem da música que acabei de gravar com Toquinho. Olha só, super currículo, não? pffff











 
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Tá tudo em casa "amigo". Continuarei vendendo os meus produtos no Shop Time e vc continuará sendo o mané desrespeitoso que é também. Não tenho mais nenhum assunto pra tratar contigo. Passe bem. 
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Senhores, sugiro que acalmem os ânimos e pensem algumas vezes antes de prosseguir nesse entrevero.

Vocês são autores de dois dos melhores tópicos hoje ativos no fórum, e seria lamentável manchar todo o histórico de boas discussões por conta de divergências conceituais e pedagógicas. As pessoas reclamam que o fórum não tem mais conteúdo e a última coisa que a gente precisa é que um tópico tão rico seja trancado por conta disso.

De fato, esse tópico me fez repensar diversas coisas sobre meu instrumento, ao mesmo tempo que o do método Spivack mudou para (muito) melhor minha técnica. Entendo que vocês, Chris e "Amigo", têm excelentes intenções e se preocupam com o aprendizado da galera aqui, então peço, das profundezas da minha insignificância, que mantenham esse objetivo em mente.

Abraços!
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"Man, if you have to ask what It is, you'll never Know..."
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Quanto conteúdo bacana!!!

Editado por viniciusnunez - 06/11/14 as 06:03
Vinicius Núñez. Prof. de Bateria na Z/L de São Paulo e pelo Skype (viniciusnunez).
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Originalmente postado por jazzbrazuca jazzbrazuca escreveu:

Amigo Amigo kkk ! 
Tenho uma duvida meio boba que me persegue a anos e as respostas variam sempre de professor pra professor... 
Quando eu tenho um Drag antes de um Rulo , eu devo interpretar esse drag como parte do Rulo tocando ele mais aberto, ou mais fechado com um Drag mesmo... Encontrei uma caralhada de vezes estudando os 150 solos do Wilcoxon e alguns outros livros e varios professores e amigos bateras tem diferentes opiniões sobre isso... É uma questão de interpretação ou existe o certo a se fazer ???

Na verdade não é um Drag, segundo meus professores é um rulo mesmo, eu não sei porque nesse livro está escrito desse jeito.
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Originalmente postado por Tomassini Tomassini escreveu:

Senhores, sugiro que acalmem os ânimos e pensem algumas vezes antes de prosseguir nesse entrevero.

Vocês são autores de dois dos melhores tópicos hoje ativos no fórum, e seria lamentável manchar todo o histórico de boas discussões por conta de divergências conceituais e pedagógicas. As pessoas reclamam que o fórum não tem mais conteúdo e a última coisa que a gente precisa é que um tópico tão rico seja trancado por conta disso.

De fato, esse tópico me fez repensar diversas coisas sobre meu instrumento, ao mesmo tempo que o do método Spivack mudou para (muito) melhor minha técnica. Entendo que vocês, Chris e "Amigo", têm excelentes intenções e se preocupam com o aprendizado da galera aqui, então peço, das profundezas da minha insignificância, que mantenham esse objetivo em mente.

Abraços!

É isso aí!!!
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Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Tá tudo em casa "amigo". Continuarei vendendo os meus produtos no Shop Time e vc continuará sendo o mané desrespeitoso que é também. Não tenho mais nenhum assunto pra tratar contigo. Passe bem. 

Sem problemas. Só quero deixar claro que não o ofendi nenhuma vez e se fui desrespeitoso, me desculpe; não é essa a intenção. Eu só não gosto de basear a formação das pessoas em conhecimento popular, que muitas vezes faz todo sentido, e fico nervoso se sinto que algo tem objetivo comercial, porque isso atrapalhou minha formação. Queria que todos vissem que o que existe é a mão na baqueta e a baqueta que mexe para fazer música, só, nenhum outro mistério. Já vi muitos métodos e popularidade no Moeller Technique, Gladstone Technique, Method Spivack, etc. Aliás tem um método do Dom Famularo cheio de coisas mas sem nenhuma bibliografia, onde as informações se apoiam no currículo do que ele fez. Eu não caio, mas tem muita gente que compra essas ideias.

Abraços
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Originalmente postado por viniciusnunez viniciusnunez escreveu:

Originalmente postado por jazzbrazuca jazzbrazuca escreveu:

Amigo Amigo kkk ! 
Tenho uma duvida meio boba que me persegue a anos e as respostas variam sempre de professor pra professor... 
Quando eu tenho um Drag antes de um Rulo , eu devo interpretar esse drag como parte do Rulo tocando ele mais aberto, ou mais fechado com um Drag mesmo... Encontrei uma caralhada de vezes estudando os 150 solos do Wilcoxon e alguns outros livros e varios professores e amigos bateras tem diferentes opiniões sobre isso... É uma questão de interpretação ou existe o certo a se fazer ???

Na verdade não é um Drag, segundo meus professores é um rulo mesmo, eu não sei porque nesse livro está escrito desse jeito.

Faz bastante sentido

Creio que faz sentido e sugiro que seja assim devido:

1. Leitura. Para escrever a mesma coisa sem a apojatura, iria ser preciso notas pontuadas e pausas. Iria sujar a notação.

2. Vários tambores tocando uníssono. Começando antes fica mais fácil de todos tocarem o tempo forte (o primeiro) juntos.

3. Tradição...

Abraços
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Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Tá tudo em casa "amigo". Continuarei vendendo os meus produtos no Shop Time e vc continuará sendo o mané desrespeitoso que é também. Não tenho mais nenhum assunto pra tratar contigo. Passe bem. 

Sem problemas. Só quero deixar claro que não o ofendi nenhuma vez e se fui desrespeitoso, me desculpe; não é essa a intenção. Eu só não gosto de basear a formação das pessoas em conhecimento popular, que muitas vezes faz todo sentido, e fico nervoso se sinto que algo tem objetivo comercial, porque isso atrapalhou minha formação. Queria que todos vissem que o que existe é a mão na baqueta e a baqueta que mexe para fazer música, só, nenhum outro mistério. Já vi muitos métodos e popularidade no Moeller Technique, Gladstone Technique, Method Spivack, etc. Aliás tem um método do Dom Famularo cheio de coisas mas sem nenhuma bibliografia, onde as informações se apoiam no currículo do que ele fez. Eu não caio, mas tem muita gente que compra essas ideias.

Abraços

Amigo, meu professor, Nelton Essi, também estudou na UNESP, ele estudou com um americano, não vou lembrar o nome dele agora, e ele falava para ele que o importante é tirar um bom som do instrumento, não importa como... Claro que um jeito confortável para você.
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Originalmente postado por Tomassini Tomassini escreveu:

Senhores, sugiro que acalmem os ânimos e pensem algumas vezes antes de prosseguir nesse entrevero.

Vocês são autores de dois dos melhores tópicos hoje ativos no fórum, e seria lamentável manchar todo o histórico de boas discussões por conta de divergências conceituais e pedagógicas. As pessoas reclamam que o fórum não tem mais conteúdo e a última coisa que a gente precisa é que um tópico tão rico seja trancado por conta disso.

De fato, esse tópico me fez repensar diversas coisas sobre meu instrumento, ao mesmo tempo que o do método Spivack mudou para (muito) melhor minha técnica. Entendo que vocês, Chris e "Amigo", têm excelentes intenções e se preocupam com o aprendizado da galera aqui, então peço, das profundezas da minha insignificância, que mantenham esse objetivo em mente.

Abraços!

Não existe nenhuma insignificância em uma pessoa que no turbilhão de uma briga sem sentido pede paz dentro de um fórum que existe para esclarecer e informar e não para gerar atritos. Peço desculpas pela minha participação no ocorrido. Que o excelente tópico prossiga. 
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Originalmente postado por viniciusnunez viniciusnunez escreveu:

Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Tá tudo em casa "amigo". Continuarei vendendo os meus produtos no Shop Time e vc continuará sendo o mané desrespeitoso que é também. Não tenho mais nenhum assunto pra tratar contigo. Passe bem. 

Sem problemas. Só quero deixar claro que não o ofendi nenhuma vez e se fui desrespeitoso, me desculpe; não é essa a intenção. Eu só não gosto de basear a formação das pessoas em conhecimento popular, que muitas vezes faz todo sentido, e fico nervoso se sinto que algo tem objetivo comercial, porque isso atrapalhou minha formação. Queria que todos vissem que o que existe é a mão na baqueta e a baqueta que mexe para fazer música, só, nenhum outro mistério. Já vi muitos métodos e popularidade no Moeller Technique, Gladstone Technique, Method Spivack, etc. Aliás tem um método do Dom Famularo cheio de coisas mas sem nenhuma bibliografia, onde as informações se apoiam no currículo do que ele fez. Eu não caio, mas tem muita gente que compra essas ideias.

Abraços

Amigo, meu professor, Nelton Essi, também estudou na UNESP, ele estudou com um americano, não vou lembrar o nome dele agora, e ele falava para ele que o importante é tirar um bom som do instrumento, não importa como... Claro que um jeito confortável para você.

É o ilustríssimo Dr. John Boudler. Esse senhor é realmente genial!
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Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

Originalmente postado por viniciusnunez viniciusnunez escreveu:

Originalmente postado por Amigo Amigo escreveu:

Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Tá tudo em casa "amigo". Continuarei vendendo os meus produtos no Shop Time e vc continuará sendo o mané desrespeitoso que é também. Não tenho mais nenhum assunto pra tratar contigo. Passe bem. 


<span style="font-size: 11.8181819915771px; line-height: 15.27272605896px; : rgb251, 251, 253;">Sem problemas. Só quero deixar claro que não o ofendi nenhuma vez e se fui desrespeitoso, me desculpe; não é essa a intenção. Eu só não gosto de basear a formação das pessoas em conhecimento popular, que muitas vezes faz todo sentido, e fico nervoso se sinto que algo tem objetivo comercial, porque isso atrapalhou minha formação. Queria que todos vissem que o que existe é a mão na baqueta e a baqueta que mexe para fazer música, só, nenhum outro mistério. Já vi muitos métodos e popularidade no Moeller Technique, Gladstone Technique, Method Spivack, etc. Aliás tem um método do Dom Famularo cheio de coisas mas sem nenhuma bibliografia, onde as informações se apoiam no currículo do que ele fez. Eu não caio, mas tem muita gente que compra essas ideias.</span><div style="font-size: 11.8181819915771px; line-height: 15.27272605896px; : rgb251, 251, 253;">
<div style="font-size: 11.8181819915771px; line-height: 15.27272605896px; : rgb251, 251, 253;">Abraços


Amigo, meu professor, Nelton Essi, também estudou na UNESP, ele estudou com um americano, não vou lembrar o nome dele agora, e ele falava para ele que o importante é tirar um bom som do instrumento, não importa como... Claro que um jeito confortável para você.


É o ilustríssimo Dr. John Boudler. Esse senhor é realmente genial!

Ele mesmo, :D
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Amigo, acho que sei quem é você. Se é quem estou pensando...mano...você é fenômeno

Editado por hugo_stos - 17/10/15 as 06:38
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luanfg Ver Drop Down
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Então nos diga quem você acha que é :)
No sign
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hugo_stos Ver Drop Down
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Eu o vi na Sala São Paulo há tempos atrás, num concurso de música erudita no qual ele venceu. Imagine só um percussionista vencer um concurso em que concorreu uma orquestra inteira, diga-se de passagem uma importante orquestra brasileira...ganhou de violinistas, trompetistas, etc. Prefiro não dizer seu nome e trajetória, já que o próprio amigo não se pronunciou. Mas veja bem, não tenho certeza, posso estar dizendo uma grande besteira.
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Ahahaaha quanta frescura com o Amigo!

Se ele for o tal CARA que ganhou tudo como o hugo_stos disse: Parabéns! Sucesso total!
Se não for o tal CARA que ganhou tudo: Obrigado por suas colaborações e diálogos aqui no fórum, Sucesso total!
Cada um se apresenta quando e da forma que lhe for mais conveniente, rs
De qualquer forma ele é nosso Amigo rss

Esse tipo de discussão, que nem foi levantada pelo próprio, realmente prejudica alguns tópicos e vejo isso acontecendo muito.

Por ex: Eu entro aqui achando que vai ter informações novas sobre o Tema do tópico e quando vejo está rolando um assunto paralelo, como este. 
Vamos manter o foco nos assuntos, acho que no OFF Topics tem mais abertura pra essas discussões  =]


Editado por leoprieto - 20/10/15 as 11:47
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Leo Prieto
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