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Método Murray Spivack

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tiagolazzarin Ver Drop Down
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Olá

Eu sinceramente não havia ouvido falar do Spivack. É uma grande novidade. Pois considero o Colaiuta tecnicamente o mais desenvolvido de todos os bateristas que já ouvi (embora não seja seu fã n°1). Também não sou nenhum adepto/seguidor/especialista de Moeller.

Mas eu tive acesso a um tipo de visão, que é a do Kiko Freitas, e por sinal ela não é amplamente compartilhada. No Civebra, em janeiro de 2006, ele afirmou que Moeller não era uma técnica, era um movimento. Sinceramente nao sei qual a diferença entre movimento e técnica. Talvez ele tenha pretendido dizer que técnica era um método, um sistema de movimentos, etc. Por isso moeller não era técnica, era só um dos movimentos feito com os punhos, que favorecia o up stroke e colaborava com a eficiência e velocidade dos rudimentos, tais como o paradiddle. Isso também gerava uma gama maior de sonoridade do baqueteamento.

Eu me lembro também dele ter comparado os movimentos do Colaiuta com o de Weckl. Ele disse que o Colaiuta tinha alguma desvantagem, ao menos com a pegada tradicional se refereindo a mão esquerda, pois ele não possuía um tal movimento que o Weckl usando movimento circular possuía.

No fundo no fundo, eu não considero esta discussão que eu mesmo propus algo relevante para o quê eu faço ou estudo (ou seja, só estou falando de mim, tenho outra onda). Mas quero deixar este pequeno problema porque foi algo que presenciei e talvez sirva para uma discussão sobre este assunto nas demonstrações. E para mim é uma curiosidade.
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chrisoyens Ver Drop Down
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Boas considerações Tiago. Creio que qualquer consideração sobre técnica é pertinente para entrar em discussão, né?

Sanford Moeller (1886-1960) foi um professor de bateria dedicado a caixa clara, sua especialidade era ensinar os rudimentos e toques militares. Ele baseou o seu método nas técnicas antigas dos bateristas militares que participaram da guerra civil norte-americana. Estes desenvolveram uma técnica em que usavam 3 ou 4 toques com um movimento do braço/pulso que se assemelha ao de uma chicotada. Esse movimento ficou difundido como o método ou técnica Moeller, por isso o Kiko se referiu a isto como movimento. Movimento, técnica, tanto faz, creio eu. Moeller também defendia que o baterista deveria tocar em PÉ! Isso mesmo. Ele não tinha nada contra os bateristas de jazz bands de sua época que modificaram o seu método para tocarem sentados, mas não se cansava em dizer que isto não era o ideal. Mesmo que diferentes bateras que nunca estudaram com o Moeller, ou até com algum aluno de um aluno do Moeller usem a técnica ou algo parecido com ela, cada um acaba adaptando ela a sua maneira como o Weckl, o criativo Jojo Mayer, Keith Carlock ou o próprio Kiko Freitas que usa o Moeller como ímpeto para tocar as semi-colcheias rápidas do samba no contra-tempo e prato de condução.

A técnica Moeller NÃO é a mesma coisa que um toque de subida ou up stroke. Um toque de subida é um toque efetuado de uma posição baixa das mãos para uma alta e o Moeller é uma sequência de 3 toques executada com um só movimento: pulso (ou dedo), toque de subida e toque de descida.

Se o Kiko disse aquilo mesmo sobre o Weckl, eu também tenho a minha opinião. Eu acho que o Vinnie faz tudo o que o Weckl faz técnicamente, só que com metade do esforço. Só que como música não é uma competição, prefiro continuar estudando e ouvindo os dois!


Editado por chrisoyens - 03/06/10 as 22:54
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AHM Ver Drop Down
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Chris, procurando por material acabei encontrando isto aqui:


procedem as informações?
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tiagolazzarin Ver Drop Down
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Olá Chris

Gostei de suas considerações, eu também concordo que música não é uma competição, tanto que eu prefiro ouvir música a bateristas. Eu fiz esta colocação do Kiko Freitas que é autodidata , como ele mesmo gosta de dizer, e aquilo que ele sabe sobre técnica ele pesquisou sozinho. Por isso eu acredito que seja uma opinião muito própria dele e não amplamente compartilhada com outros pesquisadores. O que ele disse realmente foi que moeller não era um conjunto de movimentos, mas apenas um dos movimentos de uma sequência que envolvia o pulso e os dedos. Outra coisa importante é que ele não gostava de que se confundisse, por exemplo, movimentos com tipos de toque. O Moeller é um movimento, assim como há os movimentos com os dedos e com o pulso, enquanto o up stroke é um tipo de toque, ao lado do tap e o acento com rebote e o acento sem rebote. Isto, volto a dizer, na visão dele. Das explicações que eu ouvi sobre Moeller, a que eu achei melhor embasada é a do Jojo Mayer. Também considero, assim como você, que movimento e técnica sejam sinônimos e penso que você está certo ao dizer que Moeller é um método.

abç


Editado por tiagolazzarin - 04/06/10 as 00:15
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chrisoyens Ver Drop Down
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Valeu Tiago. De acordo. O Jojo Mayer é um dos caras mais impressionantes por aí, o movimento que ele faz para tocar a caixa no drum'n'bass é MUITO impressionante, sou fã dele. Parce que foi o Jim Chapin que ensinou pra ele o movimento Moeller e o Jim é uma sumidade no assunto!

AHM, esse vídeo é MUITO confuso!! Concordo com as coisas que o cara fala em tese, mas ele não fala bem ingles e inventou umas palávras bizarras no vídeo! É realmente engraçado.
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Raniery Ver Drop Down
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Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Valeu Tiago. De acordo. O Jojo Mayer é um dos caras mais impressionantes por aí, o movimento que ele faz para tocar a caixa no drum'n'bass é MUITO impressionante, sou fã dele. Parce que foi o Jim Chapin que ensinou pra ele o movimento Moeller e o Jim é uma sumidade no assunto!
 

Yep, então somos 2 !! Jojo Mayer é demais! Fora o fato de que é muito legal que quando muitos bateristas fechavam a cara para os sons e batidas eletrônicas, o Jojo estava fazendo o "reverse engineering" como ele diz, e pegando dessa maneira impressionante os grooves de jungle e drum´n´bass. Jogou uma luz nova onde pouca gente se aventurava!

Bacana!

Raniery




Editado por Raniery - 04/06/10 as 03:31
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William_Kambau Ver Drop Down
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Diria q alem de fazer "engenharia reversa" ele ta criando coisas novas, algo q a maquina não faz e q poucos bateristas pensariam em fazer...o cara é fantaarrsdigo!


Editado por William_Kambau - 04/06/10 as 04:34
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danncruz Ver Drop Down
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Tô de queixo caído com teu currículo e com tudo isso sobre técnica que você disse... Realmente, revolucionou meu conceito de baterista técnico. Continue contribuindo muito pro fórum!!! E venha pra SP assim que puder... Aguardamos!

Abraço!
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chrisoyens Ver Drop Down
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Quem puder me ajudar a organizar algum seminário ou workshop em Sao Paulo (ou outra cidade) que me avise, serei muito grato. Estou justamente querendo difundir um pouco mais o método Spivack.  Há 25 anos que passo este método com enorme sucesso pros meus alunos. Até o presente, só em aulas particulares, mas seria interessante difundir isto um pouco mais.
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denismiranda Ver Drop Down
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Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Quem puder me ajudar a organizar algum seminário ou workshop em Sao Paulo (ou outra cidade) que me avise, serei muito grato. Estou justamente querendo difundir um pouco mais o método Spivack.  Há 25 anos que passo este método com enorme sucesso pros meus alunos. Até o presente, só em aulas particulares, mas seria interessante difundir isto um pouco mais.


Cara, fala com a galera da Bosphorus, porque eles tem contato com uma pá de escola com auditório!
DENIS MIRANDA
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tjcpack Ver Drop Down
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Esse merece uma Briografia ou ao menos uma entrevista pelo amor de Deus administradores!!!!
rsrsrs
brincadeira 

ABC Thiago Jardim
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Raniery Ver Drop Down
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Chris, você poderia explicar um pouco como seria o processo de ensino dessa técnica, em termos das aulas em si ?

Penso mais no caso do estudante que está nas fases iniciais de aprendizado no instrumento. Em geral, a gente pode dizer que ele tem de começar do básico mesmo, grip e técnica de caixa, por exemplo, pra não aprender errado e levar esse conhecimento para todo o resto.

Mas acho que esse aluno iniciante vai querer ver (e ficará motivado com) muitas coisas em paralelo, como ritmos, independência, e por aí vai. 

Então fico pensando como entra o ensino dessa técnica e se isso obriga o cara a ficar (por exemplo) vendo técnica de caixa e movimentos por um bom tempo. Dependendo da situação, isso pode desmotivar ? Como você lida com isso ?

abração 


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chrisoyens Ver Drop Down
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Raniery, como professor de técnica tenho uma obrigação com meu aluno de assumir uma postura em que não faço concessões. Foi ELE/ELA que me procurou e não o contrário. Creio que qualquer um pode criar um método de bateria baseado em ritmos, levadas, estilos e coordenação, digo isso sinceramente sem desmerecer ninguém que faça isso, mas também sei reconhecer o meu diferencial.

Em dois ou três anos viabilizo para o meu aluno todas as ferramentas necessárias para ele executar tudo o que ele quiser na bateria, desde que ele se dedique ao meu método e que ele simultaneamente vá desenvolvendo suas ideias na batera. Isso ele irá fazer ouvindo MUITA música, transcrevendo ideias e talvez tendo algumas aulas com especialistas no estilo que ele esteja optando. Adotando essa postura ele irá com certeza progredir muito mais rápido e de maneira muito mais eficiente do que se ele fizesse o contrário como tantos fazem. Ou seja, levando ANOS a fio tocando N levadas e ritmos para depois resolver a parte técnica no instrumento.

Um dia na sala de espera do Murray ouvi o mesmo tipo de exercício que eu estava fazendo com ele com aquele som característico das baquetas batendo na borracha e o metrônomo fazendo aquele clic-clic-clic. Qual não foi o meu espanto ao ver a porta abrir e ser cumprimentado pelo Vinnie Colaiuta que era o aluno se despedindo do Murray!! Quando entrei perguntei pro meu professor, "Você tem alguma noção de quem é esse teu aluno que acaba de sair da sala?" Spivack me respondeu, "Eu ouvi falar que ele é um batera quente aqui em Los Angeles, mas ele me procurou com dores nos pulsos e no polegar direito, ta apertando as baquetas com um esforço descomunal e eu preciso que ele recomece da estaca zero para ver se ele adquire hábitos que o impeçam de terminar a sua carreira de forma prematura!"

Acredito que essa postura de não abrir exceções ou criar concessões era uma das razões do sucesso que Murray tinha com seus alunos independentemente do estilo que adotassem. Que outro professor se tem conhecimento que teve o mesmo grau de sucesso ensinando bateristas de orquestra sinfónica, jazz, rock, funk, militar, fusion, latino, big band ou metal?


Editado por chrisoyens - 06/06/10 as 05:23
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danncruz Ver Drop Down
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ClapClapClap
Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Raniery, como professor de técnica tenho uma obrigação com meu aluno de assumir uma postura em que não faço concessões. Foi ELE/ELA que me procurou e não o contrário. Creio que qualquer um pode criar um método de bateria baseado em ritmos, levadas, estilos e coordenação, digo isso sinceramente sem desmerecer ninguém que faça isso, mas também sei reconhecer o meu diferencial.

Em dois ou três anos viabilizo para o meu aluno todas as ferramentas necessárias para ele executar tudo o que ele quiser na bateria, desde que ele se dedique ao meu método e que ele simultaneamente vá desenvolvendo suas ideias na batera. Isso ele irá fazer ouvindo MUITA música, transcrevendo ideias e talvez tendo algumas aulas com especialistas no estilo que ele esteja optando. Adotando essa postura ele irá com certeza progredir muito mais rápido e de maneira muito mais eficiente do que se ele fizesse o contrário como tantos fazem. Ou seja, levando ANOS a fio tocando N levadas e ritmos para depois resolver a parte técnica no instrumento.

Um dia na sala de espera do Murray ouvi o mesmo tipo de exercício que eu estava fazendo com ele com aquele som característico das baquetas batendo na borracha e o metrônomo fazendo aquele clic-clic-clic. Qual não foi o meu espanto ao ver a porta abrir e ser cumprimentado pelo Vinnie Colaiuta que era o aluno se despedindo do Murray!! Quando entrei perguntei pro meu professor, "Você tem alguma noção de quem é esse teu aluno que acaba de sair da sala?" Spivack me respondeu, "Eu ouvi falar que ele é um batera quente aqui em Los Angeles, mas ele me procurou com dores nos pulsos e no polegar direito, ta apertando as baquetas com um esforço descomunal e eu preciso que ele recomece da estaca zero para ver se ele adquire hábitos que o impeçam de terminar a sua carreira de forma prematura!"

Acredito que essa postura de não abrir exceções ou criar concessões era uma das razões do sucesso que Murray tinha com seus alunos independentemente do estilo que adotassem. Que outro professor se tem conhecimento que teve o mesmo grau de sucesso ensinando bateristas de orquestra sinfónica, jazz, rock, funk, militar, fusion, latino, big band ou metal?

ClapClapClap

QUANDO COMEÇAMOS?


Falando sério, acho que não mereço ter aulas contigo não :O Tenho 14 anos e nem sei se tenho coragem enfrentar a vida dura de músico brasileiro (no melhor sentido que dura pode ter!)... Acho que muitos aqui aproveitariam melhor o absurdo que você pode ensinar. E se dedicariam bem mais. Mas se quiser dar uma passadinha aqui em sampa tá bem vindo, viu...
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Realmente foda!!! Música não será a minha carreira, mas faço questão de um dia dominar totalmente o instrumento que eu amo. 
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Originalmente postado por Bolacha Bolacha escreveu:

Realmente foda!!! Música não será a minha carreira, mas faço questão de um dia dominar totalmente o instrumento que eu amo. 


[2] exceto pela parte de dominar totalmente o instrumento, o que considero impossível...


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Sim, fui exagerado nesse sentido hehehe
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Buddy Rich, Louie Bellson e Billy Cobham nos deram um exemplo do que significa dominar o instrumento plenamente. Porém, concordo que este caminho é para sempre. Felizmente sempre temos algo para melhorar, para aprimorar e aprender no instrumento. Nem todos os alunos do Spivack eram profissionais e não acho que deva ser diferente comigo, mas no meu estúdio o profissional e o amador terão o mesmo grau de atenção e consideração durante as aulas. Para mim não faz diferença, todos tem o direito de aprender a tocar bem!

Alguém por favor traduz pra mim o que é Bosphorous?!!
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Originalmente postado por chrisoyens chrisoyens escreveu:

Buddy Rich, Louie Bellson e Billy Cobham nos deram um exemplo do que significa dominar o instrumento plenamente. Porém, concordo que este caminho é para sempre. Felizmente sempre temos algo para melhorar, para aprimorar e aprender no instrumento. Nem todos os alunos do Spivack eram profissionais e não acho que deva ser diferente comigo, mas no meu estúdio o profissional e o amador terão o mesmo grau de atenção e consideração durante as aulas. Para mim não faz diferença, todos tem o direito de aprender a tocar bem!

Alguém por favor traduz pra mim o que é Bosphorous?!!


Se for o que estou pensando, Bosphorus é uma marca de pratos turcos. Pelo que já ouvi falar, eles dizem que "máquinas não tem ouvidos", por isso os pratos são feitos à mão e ouvidos por profissionais antes de chegar ao consumidor. Tá aqui o site:
http://www.bosphoruscymbals.com/

O pessoal aqui talvez possa explicar melhor, abraços!
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William_Kambau Ver Drop Down
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acrecentando (se essa era a duvida)...
http://www.bosphorus.com.br/Bosphorus_Brasil/Home.html
http://www.batera.com.br/forum/forum_posts.asp?TID=54870

mais uma coisa....

Na minha opinião, pensar em "tecnica de caixa" é algo q limita muito as coisas... assim como pensar q estudar bateria é aprender um monte de grooves, levadas... adquirindo "vícios" dificeis de se corrigir no futuro....

diria q nem existe isso de "tecnica de caixa" (só se estivermos falando de percussão marcial)...

muitos iniciantes se frustam nas suas primeiras aulas de bateria por se depararem com exercicios q se limitam a um pad ou um tambor e por essa rotina se extender por muito tempo... a frase "não quero aprender como tocar a caixa, quero aprender a tocar bateria!" é muito comum, mas é prematuramente equivocada....

O q julgo como fundamental e primordial é a tecnica de controle de baqueta para todas as situações q exijam tal dominio (pelo menos)...é tocar com eficiencia, não só com eficacia... e isso demora um certo tempo para se aperfeiçoar.... acho q é isso q o spivak e o chris focam... e o legal é q paralelo a isso vc pode estudar o q quiser...


Editado por William_Kambau - 06/06/10 as 20:49
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smooth_ Ver Drop Down
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Opa
Topico interessantissimo, que na verdade me intrigou bastante em varios assuntos
Te mandei um e-mail com algumas duvidas! Se puder responder, fico realmente grato
Grande abraço
Descobri a felicidade em um bumbo de 24"
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AHM Ver Drop Down
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Up.

Pra que esse tópico não suma e os estudos continuem.
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deVitto Ver Drop Down
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E aê Chris? Tudo bom?

Até agora o que pude entender é que suas aulas são muito relacionadas a "MÃO", então fiquei me perguntando, o Spivack ensinou técnicas de pé(no caso bumbo)?

E suas aulas incluem bumbo?

Curti muito o seu trabalho, é de admirar, parabéns pela chance que você teve de estudar com esses mestres.

vlw, abraço.
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chrisoyens Ver Drop Down
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O Murray delegava este tipo de aula para seus alunos. Quando alguém insistia muito em aprender algum estilo ou trabalhar os pés, ele passava para o aluno mais indicado. Mandava muita gente procurar o David Garibaldi, por exemplo. Uma história hilária, foi quando um aluno dele lhe pediu se ele poderia lhe indicar alguém para lhe passar ritmos 'latinos'. O Murray me indicou e o cara me ligou, combinei tudo com ele e ele apareceu na minha casa com um par de congas!!! Ele era percussionista e estava estudando com o Murray para aprimorar sua técnica de timbales. Expliquei pro cara que eu era uma negação como percussionista e achamos a maior graça da confusão do Spivack. Afinal tratava-se de um senhor de 84 anos de idade!

Pra responder a sua pergunta, sim, as minhas aulas incluem aulas dos pés também (e da integração entre mão e pés!). Abs
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danncruz Ver Drop Down
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Moro em São Paulo capital e gostaria muito de ter pelo menos uma aula com você... Se for passar uns tempos aqui e estiver disponível, estou interessado! Abraço!

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Eduardo_Neófito Ver Drop Down
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Chris, sobre o Workshop... mandei um e-mail pra ti. Dá uma olhada lá.
 
Abraço!

Att,

Eduardo
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chrisoyens Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar chrisoyens Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 03/07/10 as 19:25
Valeu Eduardo, vou responder o teu email

Danncruz, como também outros que possam estar interessados: comecei a dar aulas online. Começou com interessado que me procurou via o fórum do Drummerworld. Tenho tido sucesso com a aula online. Se alguém que mora fora do Rio se interessar, pode me escrever no email abaixo. 

To devendo os vídeos sobre as diferentes pegadas dentro da ótica Spivack. Espero postá-los em breve. O trabalho me impediu de dar foco nisso, mas tentarei fazer isto durante as próximas duas  semanas.
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KRISIUN Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar KRISIUN Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 05/07/10 as 08:47
Chris, muito da hora tudo que vc escreveu! eu procuro o conhecimento da tecnica e acredito que vc poderia me ensinar tudo isso, pois meu sonho eh executar os rudimentos de uma forma clara, concisa e com pegada!mas como moro no interior e sou autodidata, fica meio complicado, pois nao ha professor que tenha "nivel" para me ensinar as coisas da forma correta. mas to aguardando seus videos sobre as pegadas, ja q me interesso e tenho praticado o french grip depois de umas conversas com um grande batera amigo meu, Danilo Lopes. um abraço e lança os videos ae!
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FelipeGui Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar FelipeGui Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 05/08/10 as 21:33
Up!
Primeiramente meus parabéns pelo seu trabalho, fiquei horas usufruindo do seu conhecimento nesse tópico! Eu já toco a 8 anos e confesso que agora fiquei meio assustado, porque eu posso estar tocando todo esse tempo de forma inadequada! Bom, mas continue postando vídeos, informações!
Abraço e parabéns!
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chrisoyens Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar chrisoyens Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 05/08/10 as 22:05
Felipe, sem sustos, por favor! Sem crise, que não leva a nada produtivo.

Há MUITOS caminhos para se subir o Monte Fuji. Creio que meu mestre Murray apenas "encontrou" um atalho. Há várias escolas, várias opiniões de como se abordar técnica de batera. Sinto que o que o Murray fez foi apenas fazer as perguntas certas. Uma vez tendo estabelecido isso, ficou mais fácil para ele criar uma filosofia que apresentasse as respostas. Ao longo dos 70 ANOS DE EXPERIÊNCIA (alguém consegue conceber isto?!) com diversos alunos tocando os mais diversos estilos, ele realmente conseguiu um feito único que foi encontrar um método infalível! Isto ele conseguiu graças a sua sabedoria que foi de ignorar completamente as tendências, modismos e estilos que foram surgindo e focando única e exclusivamente na questão técnica/mecânica do instrumento. Tive a honra de estudar com muitos professores, mas o Murray era muito mais que um professor. Ela era um ser iluminado. Um mestre guru zen!

Tenho dado aulas online com muito sucesso, se tiver interesse em aprofundar neste método é só me escrever no email abaixo. Valeu!
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chrisoyens Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar chrisoyens Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 21/09/10 as 16:31
Encontrei este vídeo aqui em que o Chad Wackerman (batera do Zappa e Allan Holdsworth) demonstra o tipo de aquecimento que ele faz antes de tocar. Singles, toques duplos, rulos, flams e rulos fechados.

A ligação com este tópico é ver como ele mantém a velociadade dos toques duplos para executar os rulos de 5 e 6 toques. Isto é um exercício do Spivack chamado de "Doubles & Roll Strokes" que é fantástico, pois vc fica alternando os toques duplos com TODOS os rulos possíveis para a bateria, ou seja os rulos de 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 13 e 15 toques. Este é um exercício que Murray iniciava com seus alunos desde a primeira aula com o metrônomo em 40 batidas por minuto e um ano depois vc estava fazendo o mesmo em 220 bpm!


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Arthur.bt Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Arthur.bt Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 21/09/10 as 16:57
Meu eu viajaria pro Rio só pra ter aula contigo mesmo, mas sabe né, de menor, sozinho, no Rio, Dificil!!
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chrisoyens Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar chrisoyens Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 01/10/10 as 22:26
Reparem no vídeo do Wackerman como ele executa o rulo de 7 toques (que é um rulo não alternado, ou seja pra ser começado sempre com a mesma mão) de forma alternada. A mão que executa o acento é a mesma mão que começará a nova série. Isto é um excelente exercício para controle!
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Nilo Henrique Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Nilo Henrique Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 08/10/10 as 03:42
Olá Chris, quero parabenizar pela iniciativa de criar esse tópico, Clap creio que esse tópico seja um dos mais úteis para o enriquecimento do conhecimento dos bateras que frequentam esse fórum.

Gostaria que esclarecesse um pouco mais sobre a pinça e o fulcro. Não entendi bem a parte do giro. O que é exatamente esse giro? Refere-se aos giros de pulso?

Abraço a todos e divulguem esse tópico para os demais usuários pois esse aqui é digno de muita atenção.



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chrisoyens Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar chrisoyens Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 08/10/10 as 04:05
Valeu a moral Nilo! Tentarei esclarecer a sua dúvida.

A pinça na pegada tradicional fica entre o dedo indicador e o anelar e na pegada matched (ou na mão direita na pegada tradicional) fica entre o polegar e o dedo indicador. Essa ponto de referência na pegada é para você controlar a direção da baqueta. A pinça tem uma pressão variável (mesmo que o ideal seja que exista pouco variação) e isso faz com que vc tenha controle da direção independentemente da velocidade ou intensidade com que vc esteja tocando, ok? Muitos professores aqui e lá fora ensinam este ponto que me refiro acima como o fulcro, mas NÃO na filosofia Spivack.

O fulcro na técnica Spivack fica no espaço entre o polegar e o dedo indicador na pegada tradicional (mão esquerda) e na mão direita (ou nas duas no caso do matched grip) ele fica na primeira falange do terceiro dedo. Este ponto é referencial para o GIRO da baqueta. Melhor dizendo é nesse ponto que a baqueta gira, quica e proporciona o rebote. Portanto, não tem NADA a ver com o pulso como vc mencionou acima. O toque de pulso é um giro de pulso, apenas isso. O que determinará se este toque de pulso proporcionará um só toque ou dois ou três toques é a nossa pegada. Vc pode com um giro do pulso executar um único toque, ou com o uso devido do rebote (controlado pelo fulcro) vc pode ampliar este número de toques.

Outro diferencial na escola Spivack é que os dois últimos dedos (anelar e mindinho) NÃO participam da pegada. Todos as escolas de técnica concordam que o dedo mindinho da mão esquerda na pegada tradicional não participa da pegada. Na mão direita ou na pegada matched Spivack sempre ensinou que os dois últimos dedos são absolutamente desnecessários para a pegada. Eles estão ali, mas não mantém contato com a baqueta. Isso proporciona um timbre característico em todos os usuários deste método. A baqueta "canta" mais, pois há menos contato da mão com ela. Isto proporciona mais harmônicos nos tambores e pratos além de uma pegada muito mais relaxada. 


Editado por chrisoyens - 08/10/10 as 04:06
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William_Kambau Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar William_Kambau Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 08/10/10 as 05:37
poisé... tinha reparado nisso, na técnica Spivack ficam 2 dedos de fora... tenho tentado usar o fulcro na falange do terceiro dedo....no começo foi meio esquisito pq nunca tinha dado atenção pra esse detalhe, mas agora tenho achado bem confortável...principalmente quando uso o hihat q geralmente aciono com a mão esquerda, minha mão fraca (eu sou destro com a mão e canhoto com a perna, monto a bateria como canhoto). Sinto mais o rebote agora, coisa q tinha dificuldade antes. Canso menos nas conduções estilo "ramones", antes usava mais os dedos, agora uso mais o pulso.

Acho q preciso melhorar minha precisão e controle com a baqueta no hihat, pra ficar um pouco mais rapidinho os toques. Antes, usar os ultimos dedos até dava um pouquinho mais de velocidade, mas cansa quando se esta fazendo o toque  com palma vira pra baixo.... eu tentava fazer meio estilo jojo maier, mas não rolava pq eu não treino isso, então da uma "faiada"... hehehe.... Na pegada francesa até rola, mas perdia a "potencia" e controle...

Chris, uma duvida q eu tenho, vendo alguns bateras da escola spivack é q as vezes eles esticam os ultimos dedos, eu acho aquilo meio esquisito... o q rola fazer com esses dedos (cortar fora!... hahaha)? Imagino q o importante é a pegada estar relaxada, mas é correto, no metodo Spivack, estica-los ou deixa-los "flexionados''?

Outra coisas q eu queria saber é q baterista (ou bateristas) vc considera mais "disciplinado" no metodo spivack. Quem é o nerd da turma? hehehehe... aquele q tem a pegada perfeita, a postura, a posição das mãos.. etc... acho q como todo mundo, gosto de observar os grandes bateras tocando, pois mesmo não tendo ideia de como eles fazem as coisas, a gente sempre fica na esperança de aprender alguma coisa.... hehehehe


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jonatass Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar jonatass Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 08/10/10 as 14:08
caraca velho....tú é mto bom....pena q falta videos de vc na batera!
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Eduardo_Neófito Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar Eduardo_Neófito Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 08/10/10 as 15:03
Fala Chris! Tenho acompanhado os posts deste tópico... Muito bom cara, muito produtivo!
 
Tenho treinando esse lance do Fulcro, sem dúvida mudei todo meu método de tocar depois do que vc me ensinou. Estudar os métodos de Spivack é como fazer um mestrado, requer muita dedicação, muito suor! Acho que não fomos apresentados no melhor momento nem da melhor forma, mas sem dúvidas num futuro próximo poderei me dedicar sem qualquer obstáculo, e claro, com o conhecimento básico necessário. Se ainda estiver disposto, será uma honra!
 
Uma dúvida cara... O método Spivack só envolve técnicas com as mãos? Ou também envolve os pedais? Toco Thrash metal e uso muito dois pedais, mas não sei usar direito o rebote dos mesmos. Acho que já te fiz essa pergunta uma vez, mas queria saber melhor a respeito.

Abraço!
Parabéns pelo tópico!
 
Baterista da Fenris
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vinituelo Ver Drop Down
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Opções da Mensagem Opções da Mensagem   Agradecimentos (0) Agradecimentos(0)   Citar vinituelo Citar  ResponderResponder Link direto para este Post Postado: 08/10/10 as 15:43
Caramba
ai que vemos o quanto não somos nada
toco a 7 anos e não sei 0000,1% do que esse cara sabe
po eu sou do rj cara mais as aulas com vc devem ser muito caras e minha condikção é baixa heuaheua
mas vou acompanhando aqui no topico aproveitando um pouco
abraço cris
ta de parabens
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jonatass Ver Drop Down
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ah! Vc da aulas on line????Abraços....
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